PL aciona TSE contra o ICL por suposta propaganda eleitoral antecipada contra Flávio Bolsonaro

Partido do senador acusa o Instituto Conhecimento Liberta de utilizar estrutura empresarial, grupos de mensagens e anúncios pagos para atacar o pré-candidato e favorecer o governo Lula.
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O Partido Liberal (PL) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL). A legenda acusa o instituto de utilizar sua estrutura de pessoa jurídica para promover propaganda eleitoral antecipada, com o objetivo de desgastar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República e favorecer o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

A ação jurídica foca na instrumentalização do canal, acusando-o de atuar como um braço de mobilização partidária, deixando claro que não questiona a produção jornalística ou a liberdade de exibição de conteúdo do instituto em si.

A estratégia de mobilização

De acordo com a denúncia do PL, o ICL estruturou uma complexa operação de mobilização político-eleitoral dividida em etapas:

  • Captação: O instituto publica chamadas em seus perfis institucionais incentivando os usuários a interagirem nas postagens;
    Direcionamento: Após o comentário, os seguidores são encaminhados para grupos oficiais de WhatsApp administrados pelo próprio ICL;
  • Distribuição: Dentro desses grupos, os usuários passam a receber conteúdos com viés eleitoral e orientações diretas para disseminarem o material contra Flávio Bolsonaro para seus contatos pessoais com o argumento de que a mensagem alcance mais pessoas “antes das eleições”.

Impulsionamento pago e financiamento
A equipe jurídica do PL anexou à representação dados extraídos da Biblioteca de Anúncios da Meta, apontando que o ICL utilizou recursos financeiros para turbinar o alcance do material.

Foram identificadas dezenas de anúncios patrocinados promovendo o mesmo conteúdo, que ultrapassaram a marca de 1 milhão de impressões. O investimento estimado pela ferramenta variou entre R$ 70 mil e R$ 80 mil. Segundo a denúncia, a prática configura irregularidade grave, uma vez que a legislação eleitoral proíbe pessoas jurídicas de impulsionarem conteúdo político-eleitoral de forma aberta.

“Não há manifestação espontânea e isolada de uma pessoa natural, mas, sim, uma pessoa jurídica criando, financiando, abastecendo e administrando uma rede organizada de divulgação de conteúdo político-eleitoral contra pessoa individualmente determinada”, argumenta o texto da representação.

Pedidos ao Tribunal
Na ação, o Partido Liberal solicita ao TSE que determine a interrupção imediata da mobilização e da divulgação dos conteúdos.

Além disso, a legenda requer que o ICL detalhe os valores exatos gastos na produção e no impulsionamento das peças e seja obrigado a informar se possui contratos em vigência com o governo federal ou se recebe algum tipo de repasse financeiro de partidos políticos, citando especificamente o PT.

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