Keiko Fujimori assume Presidência do Peru e marca retorno de dinastia política

Primeira mulher eleita diretamente para comandar o país chega ao poder após vitória apertada e promete enfrentar a criminalidade
Redação NC News
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Keiko Fujimori assumiu nesta terça-feira (28) a Presidência do Peru para um mandato que vai até 2031. A cerimônia de posse aconteceu no Congresso, em Lima, e marca o retorno do fujimorismo ao poder depois de quase três décadas. A nova presidente também entra para a história como a primeira mulher eleita diretamente pelo voto popular para comandar o país.

A chegada de Keiko ao cargo acontece depois de uma eleição apertada. Ela venceu o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma diferença de 49.641 votos, em uma disputa que terminou com uma margem estreita. Agora, a nova presidente terá pela frente desafios como o combate à criminalidade, a recuperação econômica e a tentativa de estabilizar um país marcado por anos de turbulência política.

Por que a posse de Keiko Fujimori é histórica?

A posse representa um momento simbólico para a política peruana.

Aos 51 anos, Keiko Fujimori se tornou a primeira mulher eleita diretamente pelo voto popular para ocupar a Presidência do Peru.

A cerimônia também representa o retorno ao poder do movimento político associado à família Fujimori. Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000.

A vitória encerra uma longa sequência de tentativas da política de chegar à Presidência. Antes de vencer a eleição deste ano, Keiko havia perdido três disputas presidenciais anteriores.

Como Keiko venceu a eleição?

A vitória foi definida em uma disputa extremamente apertada. Keiko Fujimori, do partido Força Popular, derrotou Roberto Sánchez, candidato de esquerda, por uma diferença de menos de 50 mil votos.

De acordo com os resultados oficiais citados pelo Júri Nacional de Eleições, Keiko recebeu 50,135% dos votos válidos.

A margem estreita mostra o nível de divisão política do país e aumenta a pressão sobre o novo governo para buscar estabilidade e apoio no Congresso.

O que Keiko promete para o Peru?

Durante a campanha, Keiko colocou o combate à criminalidade entre as principais prioridades do governo.

A nova presidente assume o cargo em um momento de preocupação com a segurança pública e com o avanço da violência no país.

A proposta é adotar uma postura mais dura contra o crime e fortalecer as ações de combate à criminalidade.

Além da segurança, o novo governo também terá de enfrentar desafios econômicos e buscar crescimento, investimentos e geração de empregos.

A equipe anunciada por Keiko indica que essas áreas estarão entre as prioridades da nova administração.

Quem vai ajudar Keiko a governar?

Antes da posse, a presidente anunciou alguns dos principais nomes do novo governo.

Luis Galarreta foi escolhido para comandar a Presidência do Conselho de Ministros, cargo responsável por coordenar a atuação do gabinete.

Para o Ministério da Economia e Finanças, a escolha foi o economista Elmer Cuba. Já o Ministério das Relações Exteriores ficará sob responsabilidade de Carlos Espá.

A formação da equipe mostra as primeiras prioridades do governo e será fundamental para que Keiko consiga colocar em prática as propostas apresentadas durante a campanha.

Por que o novo governo enfrenta um cenário político delicado?

A nova presidente assume depois de uma década marcada por instabilidade política no Peru.

Nos últimos anos, o país passou por uma sequência de governos e crises institucionais, sem que nenhum presidente conseguisse completar integralmente um mandato de cinco anos.

O novo Congresso também terá um papel importante nesse cenário.

O sistema bicameral foi retomado no país e passou a contar novamente com Senado e Câmara dos Deputados. Nenhuma força política possui maioria absoluta, o que pode obrigar o governo a buscar alianças e negociar com diferentes grupos.

O que muda na política externa do Peru?

A chegada de Keiko também pode representar uma mudança na posição do Peru no cenário internacional.

A nova presidente sinaliza uma aproximação maior com os Estados Unidos e deve buscar ampliar a cooperação entre os dois países.

A posse contou com a presença de autoridades estrangeiras e representantes de diversos governos, mostrando a importância regional do início do novo mandato.

Entre os líderes presentes estiveram representantes de países como Espanha, Equador, Chile, Uruguai, Panamá, Paraguai e Bolívia. Os Estados Unidos também enviaram um representante para a cerimônia.

O que acontece agora?

Com a posse, Keiko Fujimori inicia oficialmente o mandato presidencial que vai até 2031. Os primeiros meses serão importantes para medir a capacidade do novo governo de enfrentar a criminalidade, recuperar a confiança da população e avançar na economia.

A presidente também terá de lidar com um Congresso dividido e com uma sociedade marcada por profundas diferenças políticas.

A missão será transformar uma vitória eleitoral apertada em um governo capaz de construir estabilidade.

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