Terremoto mata cinco pessoas e deixa rastro de destruição no Peru

Abalo de magnitude 5,1 atingiu a região de Junín durante a noite e mobilizou equipes de emergência; autoridades ainda avaliam danos e possíveis novas vítimas
Redação NC News
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Terremoto atinge região andina do Peru, deixa mortos e provoca destruição em comunidades
Um terremoto que atingiu a região andina do Peru deixou pelo menos cinco pessoas mortas e dezenas de feridos, segundo autoridades locais. O tremor aconteceu na noite de sábado (18), na região de Junín, no centro do país, e provocou danos em imóveis, igrejas e outras estruturas.

O abalo sísmico ocorreu por volta das 21h24 no horário local e teve epicentro próximo a áreas da província de Huancayo. A profundidade relativamente baixa fez com que o impacto fosse sentido com mais força pelas comunidades próximas.

Moradores deixaram suas casas por medo de novos tremores, enquanto equipes de emergência trabalham no levantamento dos prejuízos e no atendimento às vítimas.

Onde foi o terremoto no Peru?

O terremoto atingiu a região de Junín, uma área localizada na Cordilheira dos Andes, a cerca de centenas de quilômetros da capital Lima.

O epicentro foi registrado próximo a municípios como Sicaya e Chongo Bajo, comunidades onde foram identificados os maiores impactos.

A região é conhecida por suas paisagens montanhosas e por concentrar comunidades rurais, muitas delas com construções mais vulneráveis a fortes movimentos do solo.

Quantas pessoas morreram e quantas ficaram feridas?
O balanço inicial divulgado pelas autoridades aponta cinco mortes confirmadas e mais de 20 pessoas feridas após o terremoto. O número de vítimas ainda pode mudar conforme as equipes continuam as buscas e avaliações nos locais atingidos.

Também houve registro de moradores desalojados e famílias que precisaram passar a noite fora de casa por segurança.

Quais foram os principais danos causados pelo tremor?
Entre os estragos registrados estão:

casas danificadas;
prédios com problemas estruturais;
destruição de uma igreja e de um convento;
áreas rurais afetadas pelos deslizamentos e queda de estruturas.
Imagens divulgadas após o tremor mostraram moradores reunidos em áreas abertas, protegendo-se de possíveis novos abalos.

Por que o Peru sofre tantos terremotos?

O Peru está localizado em uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta: o chamado Círculo de Fogo do Pacífico.

A área concentra grande parte dos terremotos e vulcões registrados no mundo por causa do movimento das placas tectônicas.

No caso peruano, a movimentação da placa de Nazca em direção à placa Sul-Americana gera pressão acumulada no subsolo, que pode ser liberada em forma de terremotos.

O terremoto foi considerado forte?

O tremor teve magnitude em torno de 5,1 a 5,5, de acordo com diferentes registros sísmicos. Embora não esteja entre os maiores terremotos já registrados, a profundidade, a localização e a vulnerabilidade das construções influenciam diretamente o tamanho dos danos.

Terremotos considerados moderados podem causar grandes impactos quando atingem comunidades próximas ao epicentro ou regiões com infraestrutura mais frágil.

Peru já sofreu grandes terremotos antes?

O país tem histórico de grandes tragédias causadas por terremotos.

Um dos episódios mais lembrados ocorreu em 2007, quando um terremoto de magnitude 7,9 atingiu a região de Pisco e deixou centenas de mortos.

Por causa desse histórico, autoridades peruanas mantêm sistemas de monitoramento e protocolos de emergência para reduzir os impactos de novos eventos sísmicos.

ENTENDA O CONTEXTO

O Peru é um dos países mais afetados por terremotos na América do Sul justamente por sua localização geográfica. A Cordilheira dos Andes foi formada por processos geológicos ligados ao choque de placas tectônicas, os mesmos movimentos que continuam provocando tremores até hoje.

O terremoto registrado em Junín reacende o alerta para a necessidade de preparação das comunidades, especialmente em regiões montanhosas onde muitas construções ainda apresentam maior vulnerabilidade.

Enquanto equipes de emergência continuam avaliando os danos, autoridades acompanham a possibilidade de novos tremores secundários e trabalham para atender moradores afetados.

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