Arruda diz que BRB está “quebrado”, aponta rombo bilionário e promete choque de gestão no DF

Candidato ao Governo do Distrito Federal traça cenário de crise financeira, classifica a saúde da capital como estando "na UTI" e apresenta plano ambicioso para integrar o Metrô e o BRT aos municípios do Entorno.
Redação NC News
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O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), José Roberto Arruda (PSD), fez duras críticas sobre a atual situação administrativa da capital do país. Em entrevista concedida ao portal NC News nesta quarta-feira (29), Arruda fez duras críticas à gestão da governadora Celina Leão e elencou a reestruturação fiscal, a saúde e a mobilidade urbana como as três prioridades inegociáveis de um eventual mandato.

Diagnóstico financeiro e corte de gastos

A primeira ação do governo, segundo o candidato, deverá ser colocar as contas distritais em ordem. Arruda apresentou números alarmantes sobre a saúde financeira do Distrito Federal e de suas principais instituições, prometendo um enxugamento imediato das despesas públicas.

De acordo com o levantamento apresentado pelo candidato, os déficits se acumulam nas seguintes proporções:

  • Caixa do GDF: Rombo estimado em R$ 5 bilhões.
  • Banco de Brasília (BRB): Classificado por Arruda como “quebrado”, o banco apresentaria um déficit na casa dos R$ 16 bilhões.
  • Previdência e Assistência (Inas e Iprev): Déficit projetado de R$ 2 bilhões em cada um dos institutos.

O resgate da saúde pública

O segundo “dever de casa” elencado pelo postulante ao Palácio do Buriti é a reestruturação da saúde pública.

Utilizando a expressão de que a saúde da capital do país “está na UTI”, Arruda defendeu que é preciso abandonar as práticas atuais e resgatar o modelo de gestão hospitalar e de atendimento que, segundo ele, funcionava em administrações anteriores.

Risco de colapso no trânsito e o plano para o Entorno

No campo da infraestrutura, Arruda alertou para um iminente colapso na mobilidade urbana. Ele ressaltou que a Região Metropolitana abriga cerca de 5 milhões de pessoas (sendo 3 milhões no DF e 2 milhões nas cidades do Entorno) que dividem espaço com uma frota de 3 milhões de veículos. “Brasília vai parar”, alertou.

Para evitar a paralisação do trânsito, o candidato propôs um pacote de obras focado no transporte coletivo de alta capacidade, visando conectar as regiões administrativas do DF aos municípios vizinhos de Goiás:

  • Expansão do Metrô (Oeste): Estender a linha que atende Ceilândia em direção ao Sol Nascente, chegando até Águas Lindas de Goiás.
  • Expansão do Metrô (Sul): Ampliar o atendimento para as regiões do Gama e de Santa Maria, com ramificações para Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Luziânia.
  • BRT Norte: Implementação de um corredor exclusivo de ônibus rápido (BRT) passando pelas regiões de Sobradinho e Planaltina, com destino final em Planaltina de Goiás.
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