Lula afirma que Brasil tem planejamento inédito e está preparado para impactos do El Niño

Em reunião ministerial nesta quarta-feira (29), presidente destacou ação preventiva coordenada pela Casa Civil com R$ 1,3 bilhão previsto e defendeu aliança com prefeitos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (29), que o Brasil alcançou um nível de planejamento inédito para enfrentar os possíveis impactos de eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño. As declarações foram feitas durante reunião ministerial destinada a apresentar o plano de preparação do governo federal.

A estratégia abrange o trabalho conjunto da Casa Civil e de 24 ministérios, prevendo um aporte de R$ 1,3 bilhão em ações preventivas, logística de emergência e estocagem de suprimentos.

Antecipação de cenários e postura preventiva

Segundo o presidente, a opção do governo federal foi a de se antecipar aos eventuais efeitos do fenômeno, independentemente da confirmação sobre a intensidade com que ele atingirá o território nacional. Lula ressaltou que os maiores prejuízos ocorrem quando autoridades são pegas de surpresa por desastres naturais sem infraestrutura adequada para prestar socorro.

“Se ele vai acontecer de forma grave, nós estamos preparados. Se ele não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa grave.” — Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República.

O plano envolve o fortalecimento das reservas de água e alimentos, além da compra de equipamentos e estruturação de equipes de resposta rápida para atuar em crises de seca, ondas de calor extrema e inundações.

Articulação com municípios e proposta de teleconferência

Lula defendeu uma atuação descentralizada entre União, estados e municípios, argumentando que a esfera federal não tem capacidade de responder isoladamente a todas as emergências no país.

  • Convocação de prefeitos: O presidente sugeriu a realização de uma teleconferência com gestores municipais de todo o país para apresentar a estrutura montada pela União e incentivar a criação de planos locais.
  • Mapeamento de riscos: A avaliação é de que os prefeitos possuem melhores condições para identificar áreas vulneráveis a deslizamentos, focos de incêndios florestais e regiões sob risco de colapso no abastecimento de água.

Referência internacional em gestão de crises

Ao comparar a preparação brasileira com eventos recentes no exterior — como os incêndios florestais na Espanha e os abalos sísmicos no Japão —, Lula reforçou que o nível de impacto de um desastre depende diretamente da organização das autoridades locais. A meta do governo é transformar o plano de contingência brasileiro em um modelo de referência para outros países expostos às mudanças climáticas.

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