Um crime envolvendo um brasileiro natural de Minas Gerais ganhou repercussão nos Estados Unidos e também chamou a atenção nas redes sociais. Willian Rosa do Amaral, de 26 anos, natural de Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce, foi preso na segunda-feira (27) após se entregar à polícia de Fort Myers, na Flórida, suspeito de matar uma jovem de 21 anos.
Antes de se apresentar às autoridades, o mineiro gravou um vídeo, que rapidamente começou a circular nas redes sociais e aumentou a repercussão do caso. O conteúdo da gravação, no entanto, não foi comentado oficialmente pelos investigadores.
O brasileiro foi autuado por homicídio em segundo grau, enquanto a polícia americana trabalha para esclarecer a dinâmica do crime e as circunstâncias que levaram à morte da vítima.
Jovem foi encontrada morta após moradores ouvirem disparos
Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Polícia de Fort Myers, equipes foram mobilizadas após moradores relatarem disparos de arma de fogo na região da Winkler Avenue, um dos principais corredores da cidade.
Quando os policiais chegaram ao endereço indicado, encontraram uma jovem caída já sem sinais de vida. Ela apresentava um ferimento aparentemente provocado por disparo de arma de fogo.
A vítima foi identificada pela família como Julia Lima, de 21 anos. A perícia foi acionada para realizar os primeiros levantamentos e recolher vestígios que possam ajudar a esclarecer como o crime aconteceu.
Investigação apontou ligação entre suspeito e vítima
Ainda durante as diligências, os investigadores identificaram que a vítima e o suspeito se conheciam.
Pouco tempo depois da descoberta do crime, Willian Rosa do Amaral procurou um agente do Gabinete do Xerife do Condado de Lee e informou que queria se entregar. Em seguida, ele foi preso e encaminhado para responder pelo crime de homicídio em segundo grau.
Até o momento, a polícia não revelou qual teria sido a motivação do assassinato nem informou se outras pessoas presenciaram o ocorrido.

Vídeo gravado antes da prisão aumenta repercussão do caso
A investigação ganhou ainda mais visibilidade depois que um vídeo gravado pelo suspeito, minutos antes de sua prisão, passou a circular na internet.
As imagens rapidamente foram compartilhadas nas redes sociais, despertando curiosidade entre brasileiros e americanos que acompanham o caso. Apesar da ampla divulgação, as autoridades não informaram se o material fará parte das provas reunidas durante a investigação. Assista:
Família relata fim de relacionamento antes da morte
Em publicações nas redes sociais, o avô de Julia Lima lamentou profundamente a morte da neta. Segundo ele, a jovem havia mantido um relacionamento com Willian Rosa do Amaral, mas o namoro já havia terminado antes do crime.
O familiar afirmou ainda que Julia nasceu nos Estados Unidos, onde vivia com a família, e que o sepultamento será realizado no próprio país.
As declarações, entretanto, representam o relato dos familiares e não foram confirmadas oficialmente pela polícia, que ainda apura todos os fatos.
Itamaraty acompanha situação do brasileiro preso
O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Miami.
Em nota, o Itamaraty explicou que permanece à disposição para prestar assistência consular sempre que houver solicitação do cidadão ou de seus familiares. O órgão ressaltou, porém, que não divulga detalhes sobre atendimentos individuais por questões de privacidade e em cumprimento à Lei de Acesso à Informação.
Brasileiro segue preso enquanto polícia busca esclarecer o crime
Willian Rosa do Amaral permanece preso à disposição da Justiça americana. Ele responderá, inicialmente, por homicídio em segundo grau.
Enquanto isso, investigadores continuam reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando os elementos coletados no local do crime para definir exatamente como a morte de Julia Lima aconteceu e se novas acusações poderão ser apresentadas ao longo do processo.
O caso segue sob investigação pelas autoridades da Flórida.