A Justiça de São Paulo determinou a retirada da tornozeleira eletrônica usada por Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa”. A investigada também deixou de cumprir a obrigação de recolhimento domiciliar durante a noite e nos dias de folga.
A decisão foi tomada pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, que entendeu ser possível substituir essas restrições por outras medidas cautelares menos severas.
Quais medidas continuam valendo?
Apesar da retirada da tornozeleira, Karen continua submetida a determinações judiciais.
Entre elas estão:
- Entrega do passaporte à Justiça;
- Comparecimento periódico ao juízo para informar suas atividades;
- Proibição de deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial.
A retirada do equipamento eletrônico ocorrerá após o cumprimento das determinações estabelecidas pela magistrada.
Por que ela é investigada?
Karen de Moura Tanaka Mori é investigada por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a investigação, ela teria utilizado empresas e investimentos para ocultar recursos que, de acordo com a apuração policial, seriam provenientes das atividades da facção criminosa.
Os investigadores apontam movimentações financeiras consideradas atípicas e investimentos em diferentes negócios, incluindo empresas do setor de beleza e empreendimentos imobiliários. A investigada nega irregularidades por meio de sua defesa.
O que motivou a decisão?
A defesa sustentou que Karen cumpriu todas as medidas impostas pela Justiça durante o período em que permaneceu monitorada e argumentou que a manutenção da tornozeleira não era mais necessária.
Ao analisar o pedido, a magistrada manteve outras cautelares consideradas suficientes para garantir o andamento da investigação, mas retirou o monitoramento eletrônico e o recolhimento domiciliar. A juíza também determinou que a autoridade policial apresente uma atualização do andamento das investigações, incluindo informações sobre perícias ainda pendentes.
O caso continua em investigação
Embora tenha obtido a retirada da tornozeleira, Karen continua sendo investigada pelos crimes apurados no inquérito.
Até o momento, não há condenação definitiva relacionada ao caso, e a investigação prossegue para esclarecer a origem dos recursos movimentados e identificar eventuais outros envolvidos.
A defesa da investigada poderá continuar apresentando manifestações durante o andamento do processo.