Acidente com caminhão-guincho na Anhanguera mata mãe e criança

Colisão grave na rodovia Anhanguera provoca mortes e preocupa autoridades sobre segurança viária.
Redação NC News
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Uma colisão entre um caminhão-guincho e um carro no km 317 da rodovia Anhanguera (SP-330), em Ribeirão Preto, deixa duas pessoas mortas e uma criança gravemente ferida. O acidente, registrado na noite de domingo (2), envolve uma família que seguia em direção à capital paulista.

Colisão traseira e arrasto de 50 metros

O Centro de Controle Multimodal (CCM) da Artesp informa que os veículos seguiam no sentido Sul quando, “por causas ainda a serem esclarecidas, o guincho colidiu na traseira do automóvel” onde estavam as vítimas. Após o impacto, o carro é arrastado por aproximadamente 50 metros sobre o asfalto.

No automóvel viajavam uma mulher e duas crianças. A mulher e uma das crianças morrem ainda no local. A outra criança sofre ferimentos graves e é socorrida por equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. O motorista do caminhão-guincho tem apenas lesões leves.

Resgate mobiliza rodovia e afeta o trânsito

Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), da Polícia Militar Rodoviária (PMR) e da concessionária Arteris ViaPaulista atuam em conjunto no atendimento. O trecho da Anhanguera fica parcialmente interditado durante o resgate e os trabalhos de perícia.

O fluxo em direção à capital é desviado para uma faixa, o que reduz a velocidade e provoca retenções temporárias. A concessionária informa que a pista é totalmente liberada no início da madrugada desta segunda-feira (3), após a remoção dos veículos e conclusão da limpeza da pista.

Segurança viária em xeque com veículos pesados

A dinâmica do acidente, com batida traseira e arrasto prolongado, expõe a vulnerabilidade dos ocupantes de veículos de passeio diante de caminhões, mesmo quando se trata de um guincho em serviço. Em situações como essa, diferença de peso e distância de frenagem ampliam o potencial destrutivo de qualquer falha de atenção ou cálculo.

Especialistas em trânsito ouvidos rotineiramente por órgãos de fiscalização destacam que manter distância segura é regra básica para todos, mas ganha peso especial para veículos pesados, como caminhão-guincho, caminhão Mercedes de carga ou modelos Volvo caminhão, que precisam de espaço maior para parar em segurança.

Pressão por fiscalização e mudanças no transporte

O caso reforça a cobrança por fiscalização mais rígida sobre caminhões, inclusive os que prestam serviços de apoio rodoviário. Empresas que operam guinchos, caminhão valor elevado ou mesmo frotas de caminhão arqueado, já enfrentam exigências de treinamento específico, controle de jornada e manutenção. A tendência é que episódios com morte intensifiquem essa pressão.

Serviços de guincho contratados por concessionárias ou seguradoras trabalham sob protocolos de velocidade, sinalização e aproximação de outros veículos. As circunstâncias do impacto na Anhanguera devem indicar se houve falha humana, problema mecânico ou combinação dos dois. O resultado pode ir de advertências contratuais a mudanças de procedimento.

Investigação em andamento e impacto para famílias

A Polícia Militar Rodoviária e o DER colhem depoimentos e analisam marcas de frenagem, distância de arrasto e posição final dos veículos. O laudo deve indicar velocidade aproximada do caminhão-guincho, comportamento do carro atingido e possíveis fatores agravantes, como visibilidade reduzida ou pista molhada.

Enquanto isso, as famílias lidam com a perda repentina de mãe e criança e com a internação da segunda criança em estado grave. O impacto emocional tende a ser prolongado, com necessidade de apoio psicológico e eventual disputa judicial por responsabilização civil e criminal.

O acidente alimenta ainda o debate sobre segurança viária em um dos corredores mais movimentados do país, usado diariamente por frotas de transporte, caminhão de brinquedo a reboque em carros de passeio, utilitários e ônibus. Órgãos de trânsito e a própria concessionária devem ser cobrados por respostas concretas e, possivelmente, por campanhas de conscientização voltadas ao compartilhamento seguro da via com caminhões, de guincho ou de carga.

As autoridades agora trabalham com prazo de semanas para concluir os laudos técnicos. A forma como o poder público e o setor de transporte reagem ao caso pode definir se a tragédia no km 317 da Anhanguera se torna apenas mais um número ou um ponto de virada nas políticas de segurança para veículos pesados em rodovias paulistas.

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