A corrida pela Presidência da República ganha um clima de forte tensão nos bastidores. A poucos dias do encerramento oficial do prazo para o registro das chapas eleitorais, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) revelou nesta segunda-feira (3) que ainda existe uma janela de negociação para que ela seja a candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Durante conversa com jornalistas na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a parlamentar não fugiu das perguntas. Ela confirmou que as articulações políticas não foram encerradas, embora reconheça que a aliança perdeu tração após a cúpula do Progressistas (PP) decidir pela neutralidade na disputa.
Como integrante fiel à legenda, a senadora afirmou que segue a orientação da maioria, mas deixou no ar que o jogo político só acaba quando o relógio parar.
O recado direto a Ciro Nogueira
Tereza Cristina destacou que tem acompanhado a pressão de diversas executivas estaduais do PP, que são abertamente favoráveis a uma aliança nacional com o Partido Liberal (PL). Segundo ela, as conversas seguem ativas com outras siglas do mesmo campo político.
Para que a reviravolta aconteça a tempo, a senadora jogou a responsabilidade para o presidente nacional do partido.
“Isso cabe ao presidente Ciro Nogueira sentar, resolver e ver se ainda há tempo, inclusive tempo legal, porque nós temos uma legislação eleitoral e precisamos saber se ainda há tempo de atender, se houver alguma mudança de rota”, declarou a parlamentar.
Entenda o cenário da chapa em 4 pontos:
- O Prazo Final: Restam apenas dois dias para o fim do limite legal de registro das chapas.
A Posição do PP: Oficialmente, o partido optou por se manter neutro na corrida presidencial. - A Pressão Interna: Lideranças estaduais do Progressistas ainda tentam forçar a aliança com Flávio Bolsonaro.
- A Vontade da Senadora: Tereza colocou seu nome à disposição do partido semanas atrás, mas reforça que a decisão final não é pessoal, e sim partidária.
- “A chance diminuiu, mas há espaço”
Ao ser questionada se, pessoalmente, gostaria que essa mudança de rota acontecesse para selar a chapa com Flávio Bolsonaro, a senadora foi objetiva e lembrou que já havia entregue seu nome ao partido.
Mesmo admitindo que o tempo é o maior inimigo da aliança neste momento, a declaração final de Tereza Cristina mantém o suspense sobre a composição que pode alterar os rumos da eleição:
“Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante. Tem, até a hora final, tem espaço”.