As chamadas canetas emagrecedoras seguem no centro das discussões sobre saúde e emagrecimento. Durante o NC News Acontece, apresentado por Alex Sampaio, a nutricionista esportiva e especialista em emagrecimento Giovanna De Lucca explicou para quem esses medicamentos são indicados, quais são os principais riscos do uso inadequado e por que eles não substituem hábitos saudáveis.
Segundo a especialista, os medicamentos representam um avanço importante no tratamento da obesidade, mas devem ser utilizados apenas com indicação e acompanhamento de profissionais de saúde.
O que são as canetas emagrecedoras?
Giovanna explicou que os chamados análogos de GLP-1 revolucionaram o tratamento da obesidade ao ajudar no controle da fome, da saciedade e da compulsão alimentar.
Segundo ela, o uso é indicado principalmente para pessoas com obesidade (IMC acima de 30) ou para pacientes com sobrepeso associado a doenças como diabetes e problemas cardiovasculares.
Ela destacou ainda que, em alguns casos, médicos também podem indicar o tratamento para pacientes com compulsão alimentar, sempre após avaliação clínica.
Quem não deve utilizar os medicamentos?
Durante a entrevista, a especialista alertou que nem todas as pessoas podem utilizar as canetas emagrecedoras.
Ela explicou que o tratamento não é recomendado para gestantes, mulheres em período de amamentação, pessoas com transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de pacientes com determinadas doenças do pâncreas ou problemas intestinais que exigem avaliação médica.
Segundo Giovanna, a automedicação pode aumentar o risco de complicações e, por isso, o acompanhamento profissional é indispensável.
Novos medicamentos podem ampliar o acesso
Outro tema abordado foi a aprovação de novos medicamentos pela Anvisa.
Na avaliação da nutricionista, a ampliação da oferta pode facilitar o acesso ao tratamento, principalmente se houver opções com preços mais acessíveis.
Ela lembrou que medicamentos mais modernos ainda têm custo elevado, o que dificulta o tratamento contínuo para muitas pessoas.
Caneta não faz milagre
Apesar dos benefícios, Giovanna reforçou que os medicamentos devem ser encarados apenas como uma ferramenta dentro do tratamento.
Segundo ela, o sucesso do emagrecimento depende da combinação entre alimentação equilibrada, prática de atividade física, qualidade do sono e mudanças permanentes no estilo de vida.
“A caneta ajuda no controle da fome e da compulsão, mas o paciente também precisa fazer a sua parte”, resumiu.
Quais são os riscos do uso inadequado?
Alex Sampaio também questionou sobre os efeitos colaterais e o risco de perda de massa muscular.
A especialista explicou que o uso sem orientação médica pode trazer complicações e reforçou que todo tratamento deve ser acompanhado por profissionais capacitados, que irão avaliar a necessidade do medicamento, monitorar os resultados e orientar as mudanças necessárias para um emagrecimento saudável.
[ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO ABAIXO]
ENTENDA O CONTEXTO
As canetas emagrecedoras ganharam popularidade nos últimos anos após demonstrarem resultados expressivos no tratamento da obesidade. Com a chegada de novos medicamentos ao mercado, aumentaram também as dúvidas sobre quem realmente deve utilizar esses produtos e quais são os riscos da automedicação.
Especialistas reforçam que esses medicamentos não substituem uma alimentação equilibrada nem hábitos saudáveis. O tratamento deve sempre ser individualizado e acompanhado por profissionais de saúde para garantir segurança e melhores resultados.