Anvisa manda apreender seis tipos de sal vendidos no Brasil e alerta consumidores

Produtos eram comercializados pela internet sem regularização sanitária e traziam promessas de benefícios como melhora da hidratação e redução de câimbras
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de seis tipos de sal que estavam sendo comercializados irregularmente pela internet. A medida proíbe também a fabricação, importação, distribuição, venda, propaganda e uso dos produtos em todo o país.

A decisão chama atenção principalmente porque os itens eram vendidos sem a devida regularização sanitária e, segundo a agência, os responsáveis pela fabricação não foram identificados. Os produtos também eram anunciados com promessas relacionadas a benefícios para a saúde e o desempenho físico.

Quais são os sais proibidos pela Anvisa?

A lista divulgada pela Anvisa reúne seis produtos:

  • Quanqton Ocean Salts
  • Sal Integral Quanqton
  • Sal Perfeito
  • New Quantic
  • Endurance
  • Sal Marinho Integral

Os produtos eram encontrados em plataformas de comércio eletrônico em embalagens de 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos. De acordo com a Anvisa, não havia regularização sanitária para a comercialização dos itens.

Anvisa determina apreensão de seis tipos de sal vendidos irregularmente

Por que a Anvisa determinou a apreensão?

Um dos principais problemas identificados pela agência foi a ausência de regularização sanitária. Segundo a Anvisa, os responsáveis pela fabricação e comercialização dos produtos não foram localizados.

A situação é considerada especialmente grave porque, sem a regularização, não há garantia de que o produto tenha passado pelos controles sanitários exigidos para alimentos, nem de que sua procedência e condições de fabricação possam ser verificadas.

A determinação foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução nº 3.052/2026.

Produtos prometiam benefícios para quem pratica exercícios

Além da falta de registro, a Anvisa encontrou problemas nas formas como alguns dos produtos eram anunciados.

As propagandas faziam promessas relacionadas a desempenho físico, hidratação e recuperação após exercícios. Entre as alegações estavam a prevenção de câimbras e fadiga muscular, reposição mineral durante treinos e uma suposta recuperação mais rápida após esforço intenso.

A legislação sanitária não permite que alimentos sejam divulgados com alegações terapêuticas ou promessas de prevenção de problemas de saúde como se fossem produtos destinados a esse fim. Esse tipo de indicação possui regras específicas e não pode ser usado livremente em alimentos.

E os rótulos também tinham irregularidades

A fiscalização identificou ainda problemas nas informações apresentadas nas embalagens. Entre as expressões apontadas pela agência estavam termos como “Sal integral – 100% Natural” e “Sal integral não refinado”, além de problemas relacionados à própria identificação das marcas.

Segundo a Anvisa, as irregularidades contrariam normas brasileiras que estabelecem requisitos para regularização sanitária e rotulagem de alimentos.

O que o consumidor deve fazer?

A orientação é não utilizar os produtos que fazem parte da lista determinada pela Anvisa.

Quem encontrar algum dos seis tipos de sal sendo oferecido para venda deve evitar a compra e pode denunciar a comercialização irregular aos órgãos responsáveis.

A medida vale para todo o território nacional e inclui não apenas a venda, mas também a fabricação, importação, distribuição, propaganda e uso dos produtos.

Entenda o contexto

A decisão da Anvisa ocorre após a identificação de seis produtos comercializados pela internet sem a regularização sanitária necessária. A agência também encontrou anúncios com promessas relacionadas à saúde e ao desempenho físico, além de problemas nas informações dos rótulos.

O ponto central da determinação não é uma afirmação de que todo sal ou que esses produtos, especificamente, sejam comprovadamente tóxicos. A questão apontada pela Anvisa é a irregularidade sanitária, a falta de identificação dos responsáveis pela fabricação e as alegações não autorizadas utilizadas na comercialização.

Por isso, a recomendação ao consumidor é verificar a procedência dos alimentos e não utilizar os produtos incluídos na determinação de apreensão.

Carregar Comentários