Morre o pastor e cantor gospel Marquinhos Menezes em Niterói

A comunidade evangélica lamenta a perda do artista que enfrentou bravamente um câncer no estômago.
Redação NC News
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O pastor e cantor gospel Marquinhos Menezes morre nesta quinta-feira (13), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, após dois anos de luta contra um câncer no estômago. Ele tinha cerca de 50 anos e se torna, ainda em vida, referência definitiva da música de louvor nas igrejas evangélicas brasileiras.

A morte encerra uma trajetória que atravessa décadas de ministério pastoral e musical, e provoca comoção imediata entre fiéis, artistas do meio gospel e lideranças religiosas. O velório ocorre na noite de hoje, a partir das 20h, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Niterói, igreja que ele pastoreava.

Do diagnóstico à internação: a luta contra o câncer

O câncer no estômago é diagnosticado em 2024 e muda o ritmo de vida do pastor, conhecido pela agenda intensa de cultos, shows e viagens. Ele passa por cirurgia e inicia sessões de quimioterapia, mas o tratamento não consegue conter a doença.

Nos meses seguintes, o tumor avança e provoca metástase na região próxima aos rins, agravando o quadro clínico. No início de agosto deste ano, Marquinhos é internado em um hospital particular de Niterói, onde passa a receber cuidados oncológicos constantes até a morte.

Nas redes sociais, a esposa e parceira ministerial, a pastora e cantora Lilian Azevedo, relata a rotina de fé e incerteza. Em meio às tentativas de estabilização do quadro, ela mobiliza amigos e seguidores em correntes de oração. Horas antes do falecimento, publica vídeos de fiéis em vigília na porta do hospital, muitos cantando músicas de louvor que o pastor ajudou a popularizar.

Despedida em família e nota de pesar da igreja

O anúncio da morte é feito por Lilian Azevedo, que transforma a perda pessoal em testemunho público de fé. “Meu amor foi um guerreiro que lutou bravamente até ser promovido… como ele orou dias antes de partir, o céu é o melhor prêmio. Nos encontraremos na eternidade”, escreve a pastora.

A Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Niterói divulga nota de pesar logo em seguida, destacando a marca pastoral deixada por ele na comunidade. “Pr. Marquinhos deixa entre nós um legado de fé, amor por Deus, dedicação à Sua obra e cuidado com pessoas. Sua vida e seu ministério permanecerão para sempre na memória e no coração de todos aqueles que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado. Foi um pastor profundamente amado por sua igreja e amou a todos com a mesma dedicação”, afirma o texto.

A igreja reforça a leitura de que a morte não representa ruptura definitiva, na perspectiva da fé cristã. “Cremos que, para aqueles que estão em Cristo, a despedida não é o fim. Ele foi curado para a eternidade. Permanecemos firmados na esperança do Céu e na certeza de que ele combateu o bom combate, terminou a carreira e guardou a fé. Que o Espírito Santo console sua família, seus amigos e toda a igreja neste momento”, conclui a nota.

Trajetória musical e influência no gospel brasileiro

Filho de igreja, Marquinhos Menezes começa a cantar ainda na infância, em cultos e encontros de juventude, bem antes de se tornar um cantor gospel famoso fora de seu círculo local. Ganha visibilidade nacional ao integrar as bandas Rhema e Rhema Jireh, que se tornam presença frequente em congressos evangélicos e nos repertórios de louvor e adoração.

A voz marcante e a forma de conduzir momentos de culto fazem dele um dos cantores preferidos de muitas igrejas que, hoje, escolhem as músicas gospel mais tocadas no país para embalar celebrações. Ao longo da carreira, ele colabora com nomes consagrados do gênero, como Eyshila, Cassiane e Fernanda Brum, consolidando-se entre os artistas considerados, por fiéis e músicos, entre os melhores cantores gospel de sua geração.

Ao lado de Lilian Azevedo, forma uma dupla que circula por igrejas de diferentes denominações, congressos e grandes eventos. O álbum “Profetas Adoradores” reforça a imagem do casal como referência em canções congregacionais, muitas delas presentes em setlists de cultos e transmissões on-line de música gospel em 2026.

Impacto na igreja, no mercado e nos fiéis

A morte de Marquinhos atinge em cheio a rotina da Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Niterói, que perde um líder espiritual e organizador de atividades religiosas e musicais. Ele articulava equipes, ensaios e eventos que mantinham a programação da igreja aquecida e ajudavam a formar novos músicos e ministros de louvor.

Para a esposa, que atua como pastora e cantora, o luto se mistura ao desafio de manter vivo o ministério do casal. Caberá a ela, e a outras lideranças próximas, definir como seguir com projetos iniciados em dupla, desde eventos locais até agendas nacionais, em um momento de forte abalo emocional.

No mercado gospel, produtores, gravadoras e igrejas que contavam com a presença do pastor em congressos e shows precisam redesenhar planejamentos. Convites para grandes encontros de louvor, que hoje reúnem desde jovens que consomem a música gospel mais tocada no mundo até fiéis que acompanham cantores de diferentes países, como o crescente público de cantor gospel coreano, perdem um nome frequente e respeitado.

Entre os fiéis, o sentimento predominante é de perda e gratidão. Muitos relatam, nas redes, conversões, decisões de fé e reconciliações que atribuem a pregações e canções de Marquinhos. Outros destacam a postura discreta nos bastidores, longe dos holofotes, em contraste com a projeção nos palcos.

Legado, reflexão sobre saúde e próximos passos

O caso reacende, dentro das comunidades evangélicas, discussões sobre o cuidado com a saúde de líderes que acumulam funções pastorais, familiares e artísticas. Pastores e cantores, muitas vezes com agendas exaustivas, passam a relatar exames atrasados, sintomas ignorados e dificuldades em conciliar autocuidado com demandas ministeriais.

A história de dois anos de luta contra o câncer, com cirurgia, quimioterapia e metástase, se torna, para muitos, um alerta silencioso sobre prevenção, acesso a diagnóstico precoce e necessidade de suporte emocional a quem recebe diagnósticos graves. Em cultos e publicações, líderes insistem em mensagens de consolo, mas também de responsabilidade com o próprio corpo.

Nos próximos dias, família e igreja devem definir detalhes do sepultamento e possíveis cultos em memória. Homenagens em lives, regravações de músicas e projetos especiais, como coletâneas e tributos, despontam como caminhos naturais para preservar o legado do pastor e cantor.

As canções permanecem em plataformas digitais, rádios evangélicas e nas programações de culto, onde seguem entre as músicas gospel mais tocadas nas igrejas brasileiras. Para uma multidão de fiéis, elas ganham agora um novo peso: o de despedida, mas também o de continuidade simbólica de uma voz que, para muitos, não se cala.

De que morreu o pastor e cantor gospel Marquinhos Menezes?

O pastor e cantor gospel Marquinhos Menezes morre em Niterói vítima de um câncer no estômago, diagnosticado em 2024, que evolui ao longo de cerca de dois anos e gera metástase próxima aos rins, levando à internação em hospital particular no início de agosto e, hoje, ao desfecho fatal.

Onde será o velório de Marquinhos Menezes?

O velório de Marquinhos Menezes acontece nesta quinta-feira (13), a partir das 20h, no templo da Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Niterói, igreja onde ele atuava como pastor e liderava atividades musicais, e deve reunir familiares, amigos, pastores, músicos e grande número de fiéis da região.

Qual é o legado de Marquinhos Menezes para a música gospel?

O legado de Marquinhos Menezes para a música gospel inclui décadas de atuação como cantor, pastor e líder de louvor, projeção nacional com as bandas Rhema e Rhema Jireh, parcerias com nomes consagrados do segmento e projetos ao lado da esposa, Lilian Azevedo, que ajudaram a moldar o repertório de adoração de muitas igrejas.


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