System of a Down e Faith No More anunciam show único no Maracanã

Apresentação exclusiva no Maracanã em 2027 com ingressos à venda para clientes Itaú.
Redação NC News
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System Of A Down e Faith No More anunciam um encontro único no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 15 de janeiro de 2027. O show, batizado de “One Night Only”, reúne duas das bandas mais influentes do rock pesado em uma apresentação exclusiva para a América do Sul.

Reunião rara e retorno aos palcos

A organização define o evento como “a única apresentação das duas bandas juntas na América do Sul no próximo ano”.

A promessa é de repertórios que percorrem diferentes fases das carreiras, de clássicos que marcaram gerações a faixas mais recentes.

O anúncio ganha peso extra porque marca o retorno do Faith No More aos palcos, após um hiato de cerca de uma década longe do público. A banda de San Francisco, conhecida pela mistura de rock alternativo, metal, funk, punk e música experimental, volta em um dos maiores estádios do país, em formato de grande produção.

System of a Down retorna ao Brasil para show único

System Of A Down, liderada pelo vocalista Serj Tankian, mantém a relação próxima com o público brasileiro.

Segundo a organização, “o System Of A Down retorna ao país após a Wake Up! South America Stadium Tour, realizada em 2025”, turnê que passou por cinco países e sete cidades, reunindo mais de 500 mil espectadores.

Ingressos caros, experiências premium

Os ingressos inteiros custam entre R$ 545, na Cadeira Superior Nível 5, e R$ 1.995, no setor Maracanã Mais Oeste. Os valores colocam o show na faixa mais alta do mercado de entretenimento ao vivo no Brasil e evidenciam a aposta em público disposto a pagar caro por uma noite histórica.

Além das entradas tradicionais, a produtora 30e oferece pacotes VIP com preços entre R$ 1.540 e R$ 2.790. Há ainda categorias Super Fã, que incluem ingresso, acesso antecipado ao estádio, credencial comemorativa, kit exclusivo e entrada adiantada na loja oficial do evento. Os benefícios variam conforme a modalidade, reforçando a segmentação por poder aquisitivo e a busca por experiências premium.

Essa estrutura atende à tendência dos grandes shows de criar diferentes camadas de acesso, de setores mais populares a áreas de hospitalidade de alto valor. Na prática, amplia a receita por espectador, mas também limita a participação de parte do público de rock e metal, tradicionalmente acostumado a ingressos mais acessíveis.

Banco assume protagonismo na bilheteria

O Itaú Live apresenta o evento e assume papel central na engrenagem financeira do show. A pré-venda exclusiva para clientes do banco começa em 19 de agosto, às 10h, com janelas diferenciadas: clientes Itaú Private Bank e Itaú Personnalité têm acesso antecipado entre 19 e 20 de agosto; os demais clientes Itaú Unibanco entram a partir de 20 de agosto, também às 10h.

Durante esse período, “haverá 30% de desconto para compras com cartões de crédito do banco”, afirma a organização.

O benefício vale como incentivo direto ao uso dos cartões Itaú e funciona, na prática, como uma forma de amortecer o impacto dos altos preços para quem já integra a base de clientes da instituição.

A venda geral começa em 21 de agosto, ao meio-dia, pela internet, na plataforma Eventim, e às 13h na bilheteria oficial, instalada no Estádio Nilton Santos, na zona norte do Rio. O pagamento com cartão Itaú pode ser parcelado em até três vezes sem juros, outro estímulo ao consumo via sistema financeiro atrelado ao show.

Maracanã como vitrine e impacto na cidade

O palco escolhido é o Maracanã, na Rua Prof. Eurico Rabelo, no bairro do Maracanã. Os portões se abrem às 16h, com estrutura de estádio para receber dezenas de milhares de pessoas em um dia útil de alta temporada no verão carioca, o que exige planejamento aprofundado de transporte, segurança e serviços.

Prefeitura do Rio busca atrair mais shows para o Maracanã ao longo dos anos

Setores como hotelaria, turismo, bares, restaurantes e comércio local da zona norte e da zona sul do Rio tendem a sentir o impacto direto da movimentação de fãs de outras cidades e estados, atraídos pela raridade do encontro entre System Of A Down e Faith No More. A presença de dois nomes fortes do rock internacional também reforça o esforço recente de recolocar a cidade no circuito de grandes turnês globais.

A produtora 30e, responsável pelo evento, entra nessa equação como articuladora das pontas: logística de palco e som, negociação com as bandas, venda de ingressos, relacionamento com patrocinadores e diálogo com órgãos públicos. Problemas recorrentes em grandes shows, como filas extensas, falhas de transporte e especulação de ingressos, entram desde já no radar de riscos a serem contidos.

Legado das bandas e expectativa dos fãs

Formado em Los Angeles, o System Of A Down reúne Serj Tankian (vocais), Daron Malakian (guitarra), Shavo Odadjian (baixo) e John Dolmayan (bateria). De acordo com a organização, “a banda já vendeu mais de 42 milhões de discos e recebeu um prêmio GRAMMY”, o que ajuda a dimensionar o peso do nome no mercado global.

No Brasil, o grupo mantém uma base de fãs ruidosa e diversa, que encontra nas letras politizadas e na mistura de metal com influências armênias e de rock alternativo um espaço de identificação. As buscas por “System Of A Down Brasil”, “System Of A Down vocalista” e “músicas de System Of A Down” tendem a se intensificar até janeiro, alimentadas por playlists temáticas e revisitas aos álbuns clássicos do quarteto.

System of a Down já se estabelece como banda tradicional e premiada há anos

O Faith No More chega com uma aura de culto. A banda é vista como uma das precursoras da fusão de estilos que hoje parece comum no rock. “O Faith No More é conhecido por combinar elementos de rock alternativo, metal, funk, punk e música experimental”, lembra a organização. Discos como The Real Thing, Angel Dust e Sol Invictus ajudaram a moldar o som de grupos que surgem depois.

A reunião das duas bandas em um palco simbólico como o Maracanã cria um evento que transcende a agenda de shows. Para fãs mais antigos, funciona como um acerto de contas com a juventude; para os mais novos, pode ser a primeira chance de ver ao vivo artistas que conhecem apenas por vídeos e serviços de streaming.

O que vem a seguir

Os próximos meses giram em torno de duas frentes. De um lado, a corrida do público por ingressos, com expectativa de forte demanda já na pré-venda bancária. De outro, o avanço da operação de bastidor, que inclui contratação de equipes, definição de planos de segurança, ajustes de trânsito e acordos com fornecedores locais.

O desempenho comercial do “One Night Only” indica se o modelo de grandes pacotes internacionais de rock pesado segue viável no Brasil em meio a ingressos caros e inflação de custos. Em caso de sucesso, tende a abrir espaço para novas parcerias entre bancos, produtoras e artistas, consolidando o Rio de Janeiro como parada obrigatória em turnês de estádios pela América do Sul.

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