Suspeito de matar advogado mestrando da USP é preso e confessa crime

Homem de 32 anos conhecia a vítima e foi preso após investigação sobre a morte de Lucas Silva Lopes em Mogi Mirim
Redação NC News
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Um homem de 32 anos foi preso pela Polícia Civil após confessar participação na morte do advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, encontrado morto em Mogi Mirim, no interior de São Paulo.

A prisão ocorreu na última sexta-feira (14). Segundo o delegado Fábio Chrysostomo, responsável pela investigação, o suspeito já conhecia a vítima. Os dois teriam tido contato anteriormente por causa de um caso de estelionato registrado pelo advogado em 2025.

Lucas foi encontrado morto no dia 2 de agosto, em uma estrada de terra localizada no Distrito Industrial Luiz Torrani, um dia depois de desaparecer. De acordo com a investigação, o corpo apresentava sinais aparentes de violência.

O carro utilizado pelo advogado também foi localizado nas proximidades, porém carbonizado, aumentando as suspeitas de que o veículo tenha sido incendiado para dificultar a investigação.

Vítima era advogado e estudava na USP

Lucas Silva Lopes tinha 30 anos, era formado em Direito e tinha trajetória acadêmica ligada à Universidade de São Paulo (USP).

O advogado havia concluído mestrado em Direitos Humanos na instituição e também cursava doutorado na USP. Segundo informações divulgadas anteriormente, ele tinha o sonho de se tornar promotor de Justiça.

Familiares relataram que Lucas saiu de casa no sábado (1º de agosto) sem informar para onde iria. Como estava usando roupas informais, os parentes acreditaram inicialmente que ele poderia ter saído para encontrar amigos.

Depois que ele não retornou, a família registrou um boletim de ocorrência e iniciou buscas pelo advogado.

Investigação aponta possível crime de ódio

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Lucas tenha sido vítima de um crime de ódio.

Apesar da confissão do suspeito, a motivação do assassinato ainda não foi divulgada pelas autoridades.

O delegado Fábio Chrysostomo afirmou que alguns detalhes estão sendo preservados para proteger a intimidade da família da vítima e não prejudicar o andamento da investigação.

A polícia agora busca esclarecer a dinâmica do crime, identificar todas as circunstâncias que levaram à morte e verificar se outras pessoas tiveram participação no caso.

Suspeito conhecia a vítima

Segundo o delegado responsável pela investigação, o suspeito e Lucas já se conheciam antes do assassinato.

O homem preso teria sido relacionado anteriormente a um caso de estelionato registrado pelo próprio advogado em 2025. Essa ligação passou a ser considerada pelos investigadores durante a apuração do homicídio.

A prisão ocorreu depois do avanço das investigações sobre os últimos passos da vítima e das circunstâncias em que o corpo foi localizado.

Polícia continua investigação

Mesmo com a prisão e a confissão do suspeito, a investigação ainda não foi encerrada.

Os policiais deverão reunir novos elementos para esclarecer a motivação do crime, confirmar a participação do investigado e verificar se houve envolvimento de outras pessoas.

O caso continua sendo acompanhado pela Polícia Civil de São Paulo.

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