Caiado evita atacar Flávio e mira seus canhões em Lula

Estratégia do candidato é fugir de atritos com Flávio Bolsonaro e expor a conta do descontrole do PT que sobra para o trabalhador, além de prometer o fim da agonia nas filas de cirurgia do SUS.
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A campanha Ronaldo Caiado (União Brasil) tem deixado muito claro o seu tom antipetista de campanha. O governador de Goiás  decidiu que não vai gastar munição com fogo amigo. Ignorando os atritos relacionados a Flávio Bolsonaro, a ordem na campanha de Caiado é uma só: apontar todas as armas para o presidente Lula e para o que ele chama de irresponsabilidade do PT com o seu dinheiro.

Foco na econômica

A estratégia de Caiado é colar no atual governo a imagem de um descontrole que afeta a vida real. Quando questionado sobre supostas brigas com o senador Flávio Bolsonaro e mudanças de marqueteiro, ele foi categórico: chamou de “ti-ti-ti” que não muda a vida de ninguém. O recado foi claro: a direita não vai se dividir agora, o foco é derrotar o PT.

Sem citar Lula nominalmente na maior parte do tempo, as insinuações foram pesadas e diretas à gestão petista. Caiado cravou a frase que deve ser o coração de sua campanha:

“A eleição será fundamental para saber se nós vamos caminhar por esse populismo desenfreado, com esse desequilíbrio fiscal, com esse endividamento da população, ou se nós vamos resgatar o país.”

Tradução para o dia a dia do brasileiro: o candidato afirma que o “populismo” (dar com uma mão hoje para cobrar com as duas amanhã) e o “desequilíbrio fiscal” do atual governo são os culpados pelo seu dinheiro não render no supermercado. Ele liga diretamente a gastança de Brasília ao endividamento da família brasileira, que se afoga no cartão de crédito para sobreviver.

Médico e gestor

Caiado tem usado a sua experiência como gestor público experiente em Goiás e a formação em medicina para se colocar como alguém que sabe administrar e se preocupa com a saúde. Em outras palavras, o “médico e gestor” que vai consertar a economia que o PT desorganizou, virando as costas para as picuinhas de internet e focando no que realmente tira a paz do eleitor.

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