Gui Ferraz revela como a paternidade mudou sua vida e surpreende ao falar de relacionamento

Ator de Quem Ama Cuida, da Globo, contou detalhes da relação com as duas filhas e desconversou ao ser questionado sobre a vida amorosa.
Redação NC News
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Gui Ferraz, ator de Quem Ama Cuida, abre a vida pessoal e detalha como a paternidade com as filhas Alika, de 8 anos, e Jade, de 6, transforma sua rotina e seu modo de enxergar a carreira. Em entrevista concedida nesta semana, ele também fala sobre a relação com a ex-mulher, Letícia, e despista, em tom bem-humorado, sobre o próprio estado civil.

Pais aos 27 e filhas com 1 ano e 8 meses de diferença

O ator conta que a chegada das meninas não foi obra do acaso. Ele lembra que a vontade de formar família aparece logo no início do relacionamento com Letícia e que a diferença de idade entre as duas filhas é resultado de um planejamento consciente do casal.

“Eu fui pai aos 27 anos. Emendamos logo uma na outra. A diferença de idade entre elas é de cerca de um ano e oito meses. Na época, eu estava naquele período entre um trabalho e outro, mas estávamos nos amando muito e, desde o início da nossa relação, já conversávamos sobre ter filhos”, afirma Gui Ferraz.

A decisão de ter duas crianças tão próximas em idade muda o ritmo da casa e, por consequência, o do trabalho. O ator descreve a fase como intensa, mas decisiva para seu amadurecimento emocional, ao mesmo tempo em que seguia buscando espaço em novelas e outros projetos de TV.

Pai coruja na correria da TV

Entre gravações, testes e compromissos de divulgação, Gui tenta preservar uma rotina minimamente estável com as meninas. Ele se define como “pai coruja” e admite que a distância física em dias mais complicados mexe diretamente com o seu humor.

“Eu sou um pai coruja. Quando eu não consigo ligar para elas, já fico mal, porque às vezes estou na correria, só consigo ligar à noite, mas aí elas já estão dormindo. Eu faço tudo por elas”, diz o ator.

O relato aproxima a vida de um rosto conhecido da TV da realidade de tantos pais que tentam equilibrar a rotina profissional com a presença ativa na vida dos filhos. Ao expor a culpa que sente quando não consegue falar com as meninas, Gui reforça um discurso cada vez mais presente no debate público: o da paternidade participativa, que vai além do sustento financeiro.

Ex-mulher, amadurecimento e vida amorosa em aberto

As duas meninas são frutos do casamento com Letícia, de quem ele se separa após o nascimento das filhas. O ator evita transformar a ex-mulher em personagem de conflito e prefere destacar o aprendizado que carrega da relação e da parentalidade compartilhada.

Ao falar do antigo casamento, Gui ressalta que a escolha de ter filhos cedo, em meio a uma carreira em construção, cobra organização, diálogo e renúncias. O fim da relação não apaga, na visão dele, o pacto inicial em torno das meninas, que seguem como prioridade absoluta em sua rotina.

Quando o assunto muda para o presente amoroso, a resposta vem leve, quase como um personagem em cena. Questionado se está solteiro, o ator foge da definição direta, mas deixa claro que vive um momento de tranquilidade afetiva. “Estou pleno (risos)”, se limita a dizer, sem confirmar namoro ou solteirice.

Imagem mais humana e impacto na carreira

Ao falar sem rodeios sobre as filhas, a ex-mulher e a própria vulnerabilidade como pai, Gui Ferraz reforça uma imagem menos distante do público que o acompanha na televisão. A entrevista mostra um ator em atividade que não se esquiva de temas íntimos nem de sentimentos que, em outros tempos, muitos homens evitavam expor.

Para o mercado de entretenimento, esse tipo de relato tem efeito direto. Histórias pessoais costumam gerar forte engajamento, sobretudo entre pais e mães que vivem dilemas parecidos, como a divisão do tempo entre trabalho e família. No caso de Gui, a narrativa de um pai de 27 anos que encara duas filhas com 1 ano e 8 meses de diferença se torna um elemento de identificação poderosa.

Esse movimento também dialoga com uma mudança mais ampla na forma como artistas lidam com a própria imagem. Em vez de uma figura inalcançável, o ator se apresenta como alguém que sofre quando não consegue dar boa-noite às filhas e que reorganiza a agenda para estar presente. A exposição controlada da intimidade passa a ser um ativo, não um risco.

Próximos passos e debates que podem ganhar fôlego

A repercussão da entrevista tende a alimentar convites para programas e projetos que tratem de paternidade ativa, relações familiares e saúde emocional masculina. O ator já traz no currículo o trabalho em Quem Ama Cuida e mantém a carreira de TV em andamento, o que facilita a transição para papéis que explorem esse perfil mais maduro e afetivo.

No médio prazo, esse posicionamento pode consolidar Gui como uma referência em debates sobre equilíbrio entre vida pessoal e artística. A curiosidade em torno do seu estado civil, alimentada pelo “estou pleno” bem-humorado, deve seguir gerando especulações em redes e rodas de fãs. Resta saber se o próximo capítulo da vida amorosa dele será vivido em silêncio ou sob os holofotes.

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