Uma operação da Polícia Civil de Roraima prendeu quatro pessoas nesta sexta-feira (21) durante uma investigação sobre roubos que teriam movimentado R$ 800 mil em dinheiro e cerca de 30 quilos de ouro.
Entre os presos está um oficial investigador da Polícia Civil. Segundo as investigações, o grupo teria participado de diferentes crimes no estado. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.

Roubo de ouro e dinheiro
Um dos crimes investigados envolve o roubo de aproximadamente 30 quilos de ouro e R$ 800 mil em espécie.
De acordo com a Polícia Civil, as diligências permitiram reconstruir a dinâmica dos crimes e reunir elementos que apontam para a participação dos suspeitos.
A operação foi conduzida pela Corregedoria-Geral de Polícia e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, com participação do Ministério Público de Roraima.
Suspeito teria usado viatura
Segundo a investigação, um dos policiais envolvidos teria utilizado uma viatura da corporação durante ações criminosas.
“A investigação identificou elementos que apontam para a utilização de uma viatura policial nos crimes.”
As autoridades também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, além das quatro prisões temporárias determinadas pela Justiça. As ordens foram cumpridas em Roraima e em Florianópolis, Santa Catarina.
Crime teria sido simulado
A investigação também apura a suspeita de que um dos envolvidos teria simulado um roubo na própria residência para encobrir a origem dos valores e dos bens.
A encenação teria sido utilizada para criar uma versão falsa sobre o desaparecimento do dinheiro e do ouro.
“Os elementos reunidos durante as diligências permitiram aos investigadores reconstruir a dinâmica dos crimes.”
A polícia continua analisando documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais apreendidos durante a operação.
Quatro pessoas foram presas
Ao todo, quatro investigados foram presos temporariamente. Entre eles está um oficial investigador de 51 anos.
Também foram detidas outras três pessoas apontadas pela investigação como integrantes do grupo. Um dos suspeitos foi localizado em Florianópolis.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, um dos investigados também teria danificado o próprio celular, segundo informações divulgadas pela polícia.
Investigação continua
A operação busca esclarecer a participação individual de cada suspeito nos crimes investigados.
O bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões determinado pela Justiça também faz parte das medidas adotadas para preservar possíveis valores relacionados às atividades investigadas.
Os presos são investigados e não devem ser considerados culpados antes de uma eventual condenação pela Justiça.