STF nega soltura de acusado de coordenar tráfico transoceânico do PCC

Klaus de Castro Rios Motta e Silva é apontado pela PF como responsável por embarcações e rotas usadas para enviar cocaína à Europa e à África
Redação NC News
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o habeas corpus apresentado pela defesa de Klaus de Castro Rios Motta e Silva, apontado pela Polícia Federal como coordenador de uma estrutura do PCC responsável pelo tráfico internacional de cocaína. Klaus permanece preso preventivamente e é investigado pela participação em operações que utilizavam embarcações para transportar drogas para a Europa e a África.

Investigado atuava na logística das embarcações

Segundo a Polícia Federal, Klaus tinha uma função técnica dentro do esquema. Ele seria responsável pela preparação e manutenção de veleiros e pela organização das travessias, garantindo as condições para o transporte da cocaína pelo oceano.

A decisão do STF cita três episódios que ligariam o investigado ao esquema: a apreensão de 2,4 toneladas de cocaína na embarcação Eros, de 560 kg na Ilha do Mosqueiro, no Pará, e a preparação do veleiro Obelix, também relacionado ao tráfico transoceânico.

Operação Narco Vela

O caso surgiu a partir da Operação Narco Vela, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma estrutura que enviava drogas ao exterior por meio de pequenas embarcações.

A investigação apontou que o grupo buscava novas rotas marítimas para evitar a fiscalização no litoral de São Paulo. Parte da operação passou a se concentrar nas regiões Norte e Nordeste do país.

Investigação chegou a outros nomes

As apurações da Narco Vela deram origem a outras operações da Polícia Federal voltadas ao fluxo financeiro do grupo e à lavagem do dinheiro obtido com o tráfico.

Entre os investigados em etapas posteriores estão artistas e influenciadores, como MC Ryan SP e Buzeira, que chegaram a ser presos temporariamente em operações relacionadas ao caso, mas foram posteriormente soltos.

ENTENDA O CASO

A investigação começou após a apreensão, em 2023, de um veleiro brasileiro que transportava cerca de três toneladas de cocaína entre Cabo Verde e as Ilhas Canárias. A partir desse caso, a PF identificou uma estrutura ligada ao PCC especializada no envio de drogas por rotas marítimas internacionais.

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