O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste sábado (29), eleitores pobres que apoiam candidatos ricos ou ligados aos interesses das camadas mais abastadas da população. A declaração foi feita durante o ato “Mulheres com Lula”, na Serraria Souza Pinto, no Centro de Belo Horizonte.
Ao falar sobre representação política e interesses econômicos, Lula afirmou que considera compreensível que uma pessoa rica vote em um candidato rico. Na sequência, questionou a escolha de eleitores de baixa renda.
“Quando eu passo na rua e vejo a casa de um rico com a propaganda de um rico, eu compreendo, porque o rico vota no rico, porque está defendendo os seus interesses. Agora, quando eu passo na casa e vejo o povo defendendo o rico, eu fico perguntando: o que esse pobre pensa?”, disse
A declaração ocorreu durante uma reflexão sobre a representação de diferentes grupos sociais no Congresso. Lula citou a bancada ruralista como exemplo de um setor que, segundo ele, consegue eleger representantes alinhados aos próprios interesses.
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O presidente questionou por que trabalhadores e pessoas de menor renda não teriam uma representação política proporcional ao tamanho desse grupo na sociedade. O argumento foi usado para defender maior participação popular nas eleições e atenção aos interesses defendidos por cada candidato.
Lula também fala sobre desigualdade
Ainda no discurso, Lula afirmou que pessoas pobres são frequentemente tratadas como invisíveis e defendeu a valorização de trabalhadores de profissões menos reconhecidas socialmente.
O presidente citou os garis como exemplo e destacou a importância do trabalho de limpeza urbana para o funcionamento das cidades.
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Na sequência, Lula defendeu que o Estado tenha papel na redução das desigualdades e na garantia de oportunidades, principalmente por meio da educação.
“É o Estado que tem que garantir a igualdade de oportunidade. É o Estado que tem que garantir que a filha da empregada doméstica possa disputar a mesma vaga da universidade que a filha da patroa.”, afirmou
A fala fez parte de um discurso em que o presidente também destacou políticas sociais, educação, trabalho e participação feminina na política.
O encontro foi o segundo compromisso de campanha de Lula em Minas Gerais. O estado tem mais de 16 milhões de eleitores aptos a votar em 2026 e é considerado estratégico para a disputa presidencial.
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