A prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do policial, que está preso desde março deste ano no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
O oficial responde por feminicídio e fraude processual. Segundo as investigações, Gisele, de 32 anos, morreu após ser atingida por um disparo na cabeça em fevereiro deste ano. Desde o início do caso, a defesa sustenta que a policial teria tirado a própria vida, versão contestada pelo Ministério Público e pelos laudos reunidos durante a investigação.
Entenda O Que Aconteceu
A morte da soldado Gisele Alves Santana ocorreu em fevereiro de 2026. Inicialmente, o caso foi tratado como possível suicídio, mas o avanço das investigações levou as autoridades a apontarem indícios de feminicídio.
Em março, Geraldo Leite Rosa Neto foi preso após a conclusão de laudos e análises realizadas pelos investigadores. A suspeita é de que a cena do crime tenha sido alterada para sustentar a versão de suicídio apresentada pelo oficial.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Militar.
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Por Que O STJ Manteve A Prisão
Ao analisar o pedido da defesa, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, relator do caso no STJ, entendeu que permanecem válidos os fundamentos que justificaram a prisão preventiva.
Segundo a decisão, a manutenção da prisão busca garantir a regularidade da instrução processual e evitar possíveis interferências na produção de provas. O magistrado também considerou a posição hierárquica ocupada pelo réu dentro da Polícia Militar como um dos elementos analisados no processo.
A defesa havia argumentado que medidas cautelares alternativas seriam suficientes, mas o pedido não foi acolhido pelo tribunal.
Processo Segue Na Justiça De São Paulo
O processo tramita na 5ª Vara do Júri da Capital, responsável por crimes dolosos contra a vida.
Ao longo da instrução, dezenas de testemunhas já foram ouvidas. O interrogatório do tenente-coronel chegou a ser adiado e foi remarcado para os próximos dias, enquanto a Justiça aguarda a conclusão de um laudo pericial considerado importante para o caso.
O policial permanece preso preventivamente enquanto o processo segue em andamento.
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Entenda O Contexto
O caso ganhou repercussão nacional por envolver dois integrantes da Polícia Militar de São Paulo. A investigação aponta indícios de violência anterior ao crime e questiona a versão de suicídio apresentada pelo acusado.
Além da acusação de feminicídio, os investigadores apuram se houve tentativa de alterar elementos da cena da morte para dificultar a apuração dos fatos. O tenente-coronel nega as acusações e afirma que não matou a esposa.
A decisão do STJ não representa julgamento definitivo sobre a culpa do réu. O tribunal analisou apenas a legalidade da prisão preventiva, enquanto o mérito da ação penal continuará sendo examinado pela Justiça paulista.
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