O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “projetinho de ditador” ao comentar novas informações envolvendo o magistrado e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Em publicação nas redes sociais, Zema também afirmou que Moraes teria pedido proteção a Vorcaro diretamente ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
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Zema critica Moraes
Na publicação, Zema retomou críticas que já havia feito ao ministro e afirmou que as novas informações reforçariam a decisão de ter protocolado um pedido de impeachment contra Moraes quando ainda era governador de Minas.
O governador também fez acusações contra o ministro e defendeu que ele seja responsabilizado criminalmente.
As afirmações publicadas por Zema são posicionamentos do governador e não representam, por si só, uma conclusão das investigações.
Contrato de R$ 131 milhões
A publicação ocorre no mesmo dia em que vieram a público informações sobre um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master.
Segundo informações obtidas a partir de dados extraídos pela Polícia Federal do celular de Vorcaro, os metadados do documento registram uma edição feita por um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”, às 23h04 de 15 de janeiro de 2024.
O escritório confirmou que Moraes teve acesso ao contrato e afirmou que ele foi consultado, na condição de marido da sócia-diretora, sobre a existência de possíveis impedimentos legais para a contratação. A banca declarou que não havia impedimento e que os serviços foram prestados.
Suposto pedido de proteção a Vorcaro
Também nesta terça-feira (1º), informações sobre mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro passaram a integrar a apuração conduzida pelo ministro André Mendonça, do STF.
Segundo reportagens sobre o caso, mensagens indicariam que Vorcaro teria pedido ajuda para evitar ações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República e teria mencionado Moraes, além do diretor-geral da PF e do procurador-geral da República.
Mendonça solicitou informações à PF e deu prazo para manifestação da PGR sobre o conteúdo. A apuração ainda está em andamento.
Zema fala em impeachment
Zema também lembrou que já havia protocolado um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.
Na publicação, o governador afirmou que o ministro deveria responder pelas suspeitas e utilizou termos duros ao criticar a atuação de Moraes.
O pedido de impeachment citado por Zema foi protocolado no Senado em março de 2026 e já mencionava questões relacionadas ao Banco Master, incluindo a relação de Vorcaro com o ministro e o contrato do escritório da esposa de Moraes.
Entenda o contexto
As novas declarações de Romeu Zema ocorrem em meio ao avanço de informações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
Nesta terça-feira (1º), vieram a público dados segundo os quais o contrato de R$ 131 milhões entre o escritório da esposa de Moraes e o Banco Master teve uma edição registrada em nome de um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. O escritório confirmou o acesso e a edição, mas afirmou que o ministro foi consultado apenas sobre possíveis impedimentos legais e que não havia impedimento para a contratação.
Paralelamente, mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro passaram a ser analisadas em uma apuração conduzida por André Mendonça. O conteúdo teria referências a pedidos de ajuda envolvendo autoridades, incluindo Moraes, o diretor-geral da PF e o procurador-geral da República.
As suspeitas ainda são objeto de apuração e não significam, por si só, que as acusações feitas contra Moraes estejam comprovadas.
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