Brasil entra no top 5 das economias que mais cresceram no segundo trimestre

PIB avançou 0,5% entre abril e junho, colocando o país à frente de grandes economias em ranking da Austin Rating
Redação NC News
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O Brasil alcançou o quinto maior crescimento econômico entre 50 países que já divulgaram os dados do segundo trimestre de 2026. A economia brasileira avançou 0,5% entre abril e junho, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e levantamento da Austin Rating.

O resultado coloca o país entre os destaques do período, embora também revele uma economia em processo de desaceleração. No primeiro trimestre, o PIB havia crescido 1,1%. A alta atual veio acompanhada de queda no consumo das famílias, enquanto a agropecuária sustentou boa parte do avanço.

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Entenda O Que Aconteceu

O crescimento de 0,5% levou o Brasil ao quinto lugar no ranking elaborado pela Austin Rating. O país ficou atrás de Irlanda, com 1%; Indonésia, com 0,9%; Angola, com 0,7%; e Malásia, com 0,6%.

Na sequência, Eslovênia, Lituânia, Suécia, Estados Unidos, Sérvia e Suíça registraram expansão de 0,4%. O levantamento considera as economias que já haviam divulgado seus resultados do segundo trimestre no momento da comparação.

O desempenho brasileiro também ficou acima da média dos países considerados no levantamento, de 0,2%, e da média dos países do Brics, de 0,3%.

Agropecuária Puxa O Resultado

A principal força do PIB brasileiro no segundo trimestre foi a agropecuária, que cresceu 2,8% em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor avançou 6,8%.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas safras de soja e café. A produção de soja cresceu 5,3%, enquanto a de café avançou 15,1% na comparação anual.

No acumulado de quatro trimestres, a agropecuária registra alta de 6,2%, bem acima do desempenho dos demais grandes setores da economia.

Indústria E Serviços Crescem Pouco

A indústria teve avanço de apenas 0,1% no segundo trimestre, enquanto os serviços cresceram 0,2%.

Dentro da indústria, o destaque foi o setor extrativo, que avançou 3,4% na comparação trimestral. No acumulado de quatro trimestres, as indústrias extrativas apresentam alta de 12,2%, impulsionadas principalmente pela produção de petróleo e gás.

Nos serviços, informação e comunicação teve crescimento de 2,1%, enquanto transportes, armazenagem e correio avançaram 1,1%. O comércio ficou estável no período.

Consumo Das Famílias Acende Sinal De Alerta

Apesar da posição de destaque no ranking internacional, o resultado do PIB traz um ponto de atenção: o consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre.

A retração ocorre em um ambiente de juros ainda elevados. A taxa Selic está em 14% ao ano após o início do ciclo de cortes em março, mas continua em nível considerado restritivo para crédito e consumo.

Os investimentos, por outro lado, cresceram 1,2% no trimestre. O consumo do governo avançou 0,4%, enquanto as exportações recuaram 0,8% e as importações aumentaram 1,8%.

PIB Acumula Alta De 1,9% Em 12 Meses

Com o resultado de abril a junho, o PIB brasileiro acumula crescimento de 1,9% nos quatro trimestres encerrados em junho. No primeiro semestre de 2026, a expansão também foi de 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025.

O Produto Interno Bruto chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

O resultado, entretanto, representa uma perda de ritmo em relação ao início do ano. A Austin Rating avalia que a economia deve desacelerar ainda mais no segundo semestre, em especial devido aos efeitos dos juros elevados sobre o consumo e a atividade empresarial.

O Que Esperar Da Economia Brasileira

O desempenho do segundo trimestre coloca o Brasil em posição de destaque na comparação internacional, mas não elimina os desafios internos. A combinação entre agropecuária forte e setores de indústria e serviços crescendo em ritmo mais lento mostra uma economia menos homogênea.

A queda do consumo das famílias é um dos principais sinais de cautela para os próximos meses. Ao mesmo tempo, a continuidade do ciclo de redução dos juros pode ajudar a melhorar as condições de crédito e estimular a atividade.

O mercado financeiro projeta crescimento de aproximadamente 1,92% para o PIB brasileiro em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (31).

Entenda O Contexto

O PIB representa a soma dos bens e serviços finais produzidos no país em determinado período e é um dos principais indicadores utilizados para medir o desempenho da economia. O avanço de 0,5% no segundo trimestre mostra que o Brasil continuou crescendo, mas em ritmo inferior ao registrado nos três primeiros meses do ano.

O quinto lugar no ranking internacional é um resultado positivo na comparação com outras economias, mas precisa ser observado junto aos demais indicadores: a agropecuária sustenta o crescimento, enquanto o consumo das famílias recua e indústria e serviços apresentam expansão modesta.

O comportamento desses setores nos próximos meses será decisivo para determinar se a desaceleração continuará ou se a economia conseguirá recuperar fôlego até o fim de 2026.

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