Aos 121 anos, Deolira Glicéria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, recebeu o reconhecimento do RankBrasil como a mulher mais velha do país. O certificado foi concedido após análise de documentos apresentados para comprovar a idade da idosa.
Nascida em 10 de março de 1905, em Porciúncula, também no Noroeste do Rio de Janeiro, Deolira atravessou mais de um século de transformações. Agora, o geriatra Juair de Abreu Pereira, que acompanha a idosa, trabalha na reunião de documentos para tentar obter também o reconhecimento internacional pelo Guinness. ]
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Entenda o que aconteceu
O reconhecimento nacional foi concedido pelo RankBrasil, organização dedicada ao registro de recordes brasileiros. Entre os documentos analisados está a certidão de nascimento de Deolira, emitida pelo Ofício Único de Porciúncula.
O documento registra que ela nasceu em 10 de março de 1905, às 10h, e é filha de Ana Cândida da Silva. A certidão também informa que o registro civil foi lavrado posteriormente, em 11 de janeiro de 1977.
Reconhecimento mundial ainda depende de validação
Apesar do certificado brasileiro, a idade de Deolira ainda precisa passar por um processo separado para que ela possa ser reconhecida internacionalmente como a pessoa mais velha do mundo.
O médico Juair de Abreu Pereira vem reunindo documentos e informações sobre a trajetória da idosa para sustentar o pedido de reconhecimento pelo Guinness.
O caso é especialmente relevante porque 121 anos colocariam Deolira acima das idades atualmente validadas por organizações internacionais especializadas em longevidade.
A base do LongeviQuest, por exemplo, lista atualmente Yolanda Beltrão de Azevedo, nascida em janeiro de 1911, como a brasileira viva mais velha com idade validada pela organização. Isso significa que o reconhecimento do RankBrasil e uma eventual validação internacional de Deolira são processos distintos.
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Uma vida atravessando gerações
A trajetória de Deolira impressiona também pelo período histórico que atravessa. Nascida em 1905, ela veio ao mundo décadas antes de tecnologias hoje consideradas comuns fazerem parte da rotina dos brasileiros.
Para o RankBrasil, o reconhecimento vai além da contagem dos anos e representa também uma forma de valorizar a memória, a história familiar e o cuidado com a população idosa.
Entenda o contexto
A comprovação de idades extremas exige uma análise documental rigorosa, especialmente quando se trata de pessoas nascidas no início do século XX. Por isso, diferentes organizações podem apresentar rankings distintos dependendo dos documentos analisados e dos critérios utilizados para validar cada caso.
No caso de Deolira, o reconhecimento anunciado nesta quarta-feira (2) é do RankBrasil. O próximo desafio é conseguir a validação internacional da idade, etapa que poderá colocar a brasileira em uma posição ainda mais extraordinária nos registros mundiais de longevidade.
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