O Brusque vence o Paysandu por 2 a 1 no Mangueirão, na abertura do quadrangular do acesso da Série C, e assume a liderança do grupo B com 3 pontos.
Brusque é letal, Paysandu reage tarde
O Mangueirão recebe clima de decisão desde antes das 18h. A fase final da Série C começa a desenhar quem sobe para a Série B, e o primeiro golpe é catarinense. Enquanto o Brusque mostra eficiência, o Paysandu sente o peso da estreia e termina a noite sob vaias.
O time da casa entra em campo tentando repetir o roteiro que o levou ao acesso recente, novamente vindo de uma classificação em sétimo lugar. Os primeiros minutos reforçam a intenção. A equipe de Júnior Rocha adianta as linhas, pressiona a saída de bola e cria chances com Marcinho e Thayllon.
“A intensidade do Paysandu nos minutos iniciais chamou a atenção. Querendo fazer o resultado em casa, os bicolores tiveram ainda Caio Mello arriscando de fora e uma nova defesa de Matheus Nogueira”, registram os relatos do jogo. A estratégia, porém, esbarra em um Brusque concentrado e cirúrgico.
Aos 13 minutos, o castigo vem rápido. Raimar avança pela esquerda e encontra JP Martins, que finaliza para abrir o placar: 1 a 0. O gol desmonta o ímpeto bicolor e dá ao time de Higo Magalhães o cenário ideal: vantagem no marcador e espaço para explorar o contra-ataque.
O Brusque não recua demais. Mantém a bola, gira o jogo e encontra novas brechas. Aos 34 minutos, Marlyson aparece na área e amplia, 2 a 0, jogando um balde de água fria na festa alviceleste. O Mangueirão responde com impaciência e as primeiras vaias.
Pressão, cinco mudanças e defesa catarinense intransponível
O gol de falta de Marcinho, aos 40 minutos, muda o clima. Ele cobra com precisão, a bola supera a barreira e entra, recolocando o Paysandu no jogo antes do intervalo: 2 a 1. A reação reacende a arquibancada e dá a impressão de que o time paraense volta com força máxima para a etapa final.
No vestiário, Júnior Rocha mexe. Luciano Taboca dá lugar a Renan Castro logo na volta para o segundo tempo. Em seguida, a rotação aumenta. O treinador usa o limite das cinco substituições na etapa complementar, numa tentativa clara de empurrar o Brusque para o próprio campo e ganhar poder de fogo.
Entram Brian no meio, Thalyson nas pontas, Radsley para recompor o setor e, principalmente, Juninho para atuar ao lado de Ítalo. “A entrada de Juninho, inclusive, fez com que o Paysandu tivesse dois centroavantes em campo, algo raro nesta temporada”, descrevem as análises da partida. A mensagem é direta: é tudo ou nada.
“Mesmo atrás do placar, e com vaias do torcedor, a estratégia de jogo do Paysandu seguiu inalterada.” O time insiste na posse de bola, tenta infiltrações pelo meio com Pedro Henrique e Marcinho, e bombardeia a área com cruzamentos. Falta precisão na última bola; sobra tranquilidade ao sistema defensivo do Brusque.
Do outro lado, Higo Magalhães ajusta o time para resistir. O treinador reforça o meio-campo com Jonatan Lucca, troca fôlego no ataque com Milhorim, Clinton e Renan Henrique, e arma uma linha de defesa compacta à frente de Matheus Nogueira. O plano é claro: fechar os espaços e sair em velocidade sempre que o Paysandu se lança demais.
Grupo embolado e pressão imediata sobre o Paysandu
O apito final confirma o 2 a 1 e instala dois cenários opostos. O Brusque deixa o Mangueirão com 3 pontos, liderança do grupo e moral elevada para receber a Inter de Limeira em casa na próxima rodada. A equipe confirma a força mostrada na primeira fase e volta a sonhar alto com o acesso.
O Paysandu, ao contrário, começa o quadrangular na lanterna, com 0 ponto. Em um grupo de apenas quatro clubes e seis rodadas, cada tropeço pesa. A matemática é simples: para seguir vivo na luta pela vaga na Série B, o time precisa reagir já no próximo compromisso, fora de casa, contra a Ferroviária.
O resultado mexe também com o ambiente. A torcida, que enche o Mangueirão em mais uma noite de Série C, reage com protestos à dificuldade do time em transformar pressão em gols. O setor ofensivo vira alvo imediato de cobrança, tanto pela baixa eficácia nas finalizações quanto pela dificuldade de furar uma defesa bem organizada.
Nos bastidores, a comissão técnica tende a revisar decisões. As cinco substituições ofensivas mostram tentativa de resposta, mas levantam dúvidas sobre encaixe e equilíbrio da equipe. A estreia de Renan Castro e o uso de dois centroavantes ao mesmo tempo entram no radar da análise interna.
Para o Brusque, a noite no Pará confirma o caminho escolhido. A solidez defensiva e a aposta em contra-ataques rápidos, com JP Martins e Marlyson decisivos, apontam um modelo de jogo para o restante do quadrangular. Em uma fase curta, repetir a fórmula pode significar a diferença entre mais um ano na Série C e o retorno à Série B.
Os próximos 90 minutos para cada lado já ganham contornos decisivos. O Paysandu joga pela sobrevivência imediata na disputa, enquanto o Brusque tem a chance de transformar uma boa largada em campanha de acesso.
Como foi o resultado da partida entre Paysandu e Brusque na estreia do quadrangular?
O resultado da partida entre Paysandu e Brusque na estreia do quadrangular da Série C é 2 a 1 para o Brusque, com gols de JP Martins aos 13 minutos, Marlyson aos 34 e Marcinho, de falta, aos 40 do primeiro tempo, deixando o time catarinense na liderança do grupo B.
O Paysandu ainda tem chance de avançar na Série C após a derrota para o Brusque?
O Paysandu ainda tem chance de avançar na Série C após a derrota para o Brusque porque o quadrangular do grupo B tem seis rodadas, e o time paraense soma 0 ponto apenas na primeira, podendo reagir nos próximos jogos, especialmente na visita à Ferroviária e nos confrontos diretos contra os demais concorrentes ao acesso.
Quais foram os melhores momentos e gols do jogo Paysandu x Brusque?
Os melhores momentos de Paysandu x Brusque incluem o início intenso do Paysandu, o gol de JP Martins aos 13 minutos após jogada de Raimar, o segundo gol de Marlyson aos 34, a cobrança de falta precisa de Marcinho aos 40 e a pressão bicolor no segundo tempo, com cinco substituições ofensivas e o Brusque se defendendo em contra-ataques.