Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em Belo Horizonte e na Região Metropolitana decidiram entrar em greve a partir da próxima quinta-feira (10). A paralisação será por tempo indeterminado.
A decisão foi tomada após os trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada durante as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Ao todo, foram 13 rodadas de negociação até a votação.
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Entre os funcionários da Caixa, 93,5% rejeitaram a proposta. A greve foi aprovada por 68,2% dos participantes, enquanto 28,5% defenderam a continuidade das negociações sem paralisação.
No Banco do Brasil, 81% dos trabalhadores foram contrários ao acordo. A paralisação recebeu 47,1% dos votos, enquanto 43,9% preferiram manter as negociações.
Bancos privados aprovaram proposta
A decisão foi diferente entre os funcionários dos bancos privados. A proposta da Fenaban foi aprovada por 67,3% dos trabalhadores. Outros 29,6% votaram contra e 3,1% se abstiveram.
O acordo aprovado prevê reajuste dos salários, vales, participação nos lucros e demais verbas com reposição da inflação medida pelo INPC, mais 0,6%, para 2026 e 2027.
Também foram incluídas medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, monitoramento digital, direito à desconexão, qualificação e recolocação profissional.
Segundo o Sindicato dos Bancários, a categoria rejeitou propostas que poderiam representar perda de direitos durante as negociações.
Como ficam os clientes
O Banco do Brasil informou que os clientes poderão continuar utilizando os canais digitais e outros serviços durante a paralisação.
Entre as alternativas estão o aplicativo, o Internet Banking, correspondentes bancários e a Central de Relacionamento. Os telefones são 4001-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800 729 0001, para as demais localidades.
O atendimento também pode ser feito pelo WhatsApp, pelo número 4001-0001.
O BB afirmou ainda que o resultado das assembleias continua sendo discutido com as entidades sindicais e destacou que o processo ocorre com diálogo e transparência.
A Caixa Econômica Federal também foi procurada, mas ainda não havia enviado um posicionamento até a última atualização. O espaço permanece aberto para manifestação.