A ex-BBB e apresentadora Ana Paula Renault ganhou novos desdobramentos em uma ação judicial movida contra o X, antigo Twitter. O processo envolve ataques direcionados ao pai da famosa, Gerard Renault, além da divulgação de uma foto íntima por um perfil na plataforma.
De acordo com informações da coluna Fábia Oliveira, o caso começou em agosto e avançou após a rede social apresentar à Justiça informações relacionadas à conta apontada no processo.
Em 26 de agosto, o X se manifestou nos autos e informou que o perfil já havia sido suspenso por violar as regras da própria plataforma, independentemente da determinação judicial.
A empresa também forneceu registros de acesso relacionados à conta, incluindo endereços de IP e datas de utilização do perfil. No entanto, segundo a manifestação apresentada no processo, a plataforma não teria em seus registros dados de qualificação capazes de revelar diretamente a identidade do responsável pela página.
O X também teria explicado à defesa de Ana Paula Renault quais ferramentas poderiam ser utilizadas para tentar alcançar os dados pretendidos a partir das informações técnicas já fornecidas.
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X apresenta registros de acesso
Na manifestação encaminhada à Justiça, o X informou os dados técnicos que estavam disponíveis sobre a utilização da conta.
Entre as informações apresentadas estão os endereços de IP associados aos acessos e as respectivas datas. Esses registros podem servir como ponto de partida para chegar ao responsável pela conta.
A plataforma, porém, explicou que não possuía dados cadastrais suficientes para identificar diretamente o usuário. Por isso, a defesa busca agora avançar junto aos provedores de internet.
Pedido aos provedores
Em 1º de setembro, Ana Paula Renault pediu à Justiça que sejam enviados ofícios aos provedores de internet responsáveis pelos endereços de IP apresentados pelo X.
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A intenção é que as empresas forneçam dados de qualificação do usuário, como nome e CPF, que possam ajudar a identificar quem operava a página.
O pedido representa uma nova etapa do processo e pode permitir que os registros técnicos apresentados pela rede social sejam relacionados a uma pessoa específica.
Identidade do responsável é o próximo passo
Caso a Justiça autorize o envio dos ofícios, os provedores poderão ser acionados para verificar a quem estavam vinculados os endereços de IP nas datas indicadas pelo X.
A medida pode aproximar Ana Paula Renault da identificação civil da pessoa apontada como responsável pelos ataques e pela divulgação da imagem íntima.
A identificação do responsável é considerada uma etapa importante para o avanço do processo, já que permite direcionar eventuais medidas judiciais contra quem estiver por trás das publicações.
Até o momento, a informação apresentada no processo é de que a conta já foi suspensa pelo X por violação das regras da plataforma. A discussão agora se concentra na obtenção dos dados necessários para identificar o operador do perfil.
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