Dois secretários municipais de Bauru, no interior de São Paulo, foram presos durante a Operação Cavalo de Troia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura suspeitas de fraude em uma licitação para a concessão do sistema de gestão dos resíduos sólidos do município.
O contrato investigado tem valor estimado em R$ 5,2 bilhões e previsão de duração de 30 anos. Ao todo, sete pessoas foram presas durante a operação. A Justiça decidiu manter as prisões.
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Quem foi preso
Entre os presos estão o então secretário de Negócios Jurídicos, Vitor João de Freitas Costa, e a secretária de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, Cilene Chabuh Bordezan.
Também foram detidos a secretária-adjunta da pasta, Sara Moura de Jesus, além de pessoas ligadas à associação de catadores e à empresa envolvida na licitação investigada.
Prefeitura exonera investigados
Após a operação, a Prefeitura de Bauru anunciou a exoneração dos integrantes da administração municipal que foram presos ou levados para prestar esclarecimentos.
Em nota, a administração afirmou que respeita a atuação do Ministério Público e que está à disposição para fornecer documentos e informações às autoridades.
A prefeitura também declarou que, conforme as informações públicas disponíveis até o momento, não há apontamento de participação ou envolvimento da prefeita Suellen Rosim na investigação.
O que está sendo investigado
O Gaeco investiga se houve irregularidades no processo de concessão do sistema de gestão integrada dos resíduos sólidos urbanos de Bauru.
A contratação, estimada em R$ 5,2 bilhões e com duração prevista de três décadas, é considerada uma das maiores contratações públicas projetadas na história do município. A investigação ainda deve esclarecer a participação individual dos suspeitos e eventuais responsabilidades.
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Entenda o contexto
A Operação Cavalo de Troia foi deflagrada pelo Gaeco para investigar possíveis fraudes na licitação dos serviços de resíduos sólidos de Bauru.
As prisões são medidas tomadas durante a investigação e não significam, por si só, condenação dos envolvidos. O caso segue sob apuração, enquanto a Justiça analisa as medidas relacionadas aos investigados.
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