O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu, neste sábado (12), maior publicidade das investigações relacionadas ao Banco Master e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos”. Segundo ele, informações de inquéritos com repercussão política deveriam estar disponíveis antes das eleições de 2026.
A declaração foi dada durante o lançamento de propostas para a área da saúde, na região central de São Paulo. Haddad afirmou que a divulgação parcial de informações pode favorecer interesses políticos e defendeu que imprensa e eleitores tenham acesso ao material para formar suas próprias avaliações.
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Entenda o que aconteceu
Haddad afirmou que vem defendendo há dias o fim da divulgação seletiva de informações relacionadas a investigações. Na avaliação do candidato, quando apenas determinados trechos chegam ao público, existe o risco de direcionamento político do debate.
“Todo vazamento seletivo tem viés.”
O candidato argumentou que informações relevantes precisam ser disponibilizadas de maneira ampla, principalmente quando as investigações envolvem políticos ou autoridades públicas.
Haddad quer informações públicas antes das eleições
A pouco mais de três semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, Haddad defendeu que os procedimentos relacionados ao caso Master com repercussão política sejam tornados públicos antes da votação.
Segundo ele, isso daria tempo para jornalistas examinarem os documentos e para os eleitores conhecerem as informações antes de escolher seus candidatos.
“Eu, como cidadão, quero que o país seja passado a limpo antes das eleições, porque depois pode ser tarde demais.”
Candidato critica divulgação parcial de informações
Haddad argumentou que selecionar apenas determinados documentos de uma investigação pode influenciar a opinião pública.
“Você seleciona o que você quer que a opinião pública saiba para favorecer o seu grupo político.”
A declaração representa a avaliação política do candidato sobre a divulgação das investigações. Não significa, por si só, que tenha sido comprovada uma atuação deliberada de autoridades para favorecer determinado grupo.
Haddad reage à retirada de sigilos
Haddad também afirmou estar “reconfortado” com a divulgação de documentos das investigações e disse que a abertura permite que a imprensa faça seu trabalho e que a sociedade conheça melhor os envolvidos no caso.
O candidato tem defendido que a publicidade alcance os diferentes procedimentos relacionados ao Banco Master que tenham repercussão política, respeitadas as restrições necessárias para investigações em andamento.
Mendonça afirma ter divulgado conteúdo disponível
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou na sexta-feira (11) ter disponibilizado integralmente os procedimentos “contidos” ou “relacionados” ao julgamento do caso Master marcado para terça-feira (15).
Segundo o ministro, algumas informações foram preservadas por envolverem investigações em andamento e dados pessoais, bancários e fiscais. Mendonça argumentou que a divulgação irrestrita desse material poderia prejudicar as apurações ou expor pessoas investigadas.
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Caso Master provoca discussão sobre transparência
A divulgação dos documentos passou a ocupar o centro da disputa política às vésperas das eleições. Além de Haddad, outros políticos passaram a defender maior transparência nas investigações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também pediu a quebra completa do sigilo das investigações e criticou o que classificou como vazamentos seletivos.
Entenda o contexto
O debate ganhou força depois que o presidente do STF, Edson Fachin, solicitou a retirada do sigilo de documentos relacionados às investigações do Banco Master. Mendonça posteriormente tornou públicos novos procedimentos, mas afirmou que determinadas informações precisavam continuar protegidas.
A crise também envolve divergências internas no Supremo sobre quais documentos deveriam ser divulgados e como os diferentes procedimentos relacionados ao Master devem ser analisados pela Corte.
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