Brasil e EUA marcam reunião presencial para avançar negociações sobre tarifaço

Representantes dos dois países devem se encontrar nos Estados Unidos no fim de setembro para tentar destravar impasse envolvendo tarifas impostas a produtos brasileiros.
Redação NC News
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Brasil e Estados Unidos deram mais um passo nas negociações para tentar reduzir as tensões comerciais entre os dois países. Os governos marcaram uma reunião presencial entre representantes das duas nações para discutir o chamado “tarifaço” aplicado por Washington sobre produtos brasileiros.

O encontro deve ocorrer entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, durante reuniões ministeriais do G20 em Milwaukee, nos Estados Unidos. A expectativa é que o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, se reúna com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, para buscar uma solução para o impasse comercial.

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Entenda o que aconteceu

As negociações entre Brasil e Estados Unidos vêm ocorrendo há semanas após a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros. As medidas americanas incluem sobretaxas que, somadas, chegam a 37,5% em alguns setores, segundo informações divulgadas por autoridades dos dois países.

O governo brasileiro considera as tarifas injustificadas e argumenta que elas contrariam princípios das regras multilaterais de comércio. Brasília também sustenta que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial bilateral há anos, o que enfraqueceria as justificativas apresentadas por Washington.

O que será discutido na reunião

Embora os detalhes da pauta não tenham sido divulgados oficialmente, a expectativa é que as equipes avancem em temas ligados ao comércio bilateral, redução de tarifas e condições de acesso a mercados estratégicos. Técnicos dos dois governos já mantêm conversas preparatórias antes do encontro presencial.

Autoridades brasileiras também defendem a retomada de um plano de negociação que vinha sendo discutido anteriormente, com foco em setores considerados prioritários para as exportações nacionais.

Impacto para a economia brasileira

As tarifas impostas pelos Estados Unidos preocupam setores exportadores brasileiros, especialmente aqueles que dependem do mercado norte-americano. Empresários e integrantes do governo acompanham as negociações com expectativa de que um acordo reduza custos e preserve a competitividade dos produtos nacionais.

O tema ganhou ainda mais relevância diante do momento delicado das relações diplomáticas entre os dois países, que enfrentam divergências comerciais e políticas nos últimos meses.

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O que acontece agora

A reunião presencial é vista como uma oportunidade para aproximar posições e tentar construir um acordo que reduza as barreiras comerciais. O governo brasileiro aposta no diálogo para evitar uma escalada das tensões e ampliar a cooperação econômica com os Estados Unidos.

Até lá, as equipes técnicas continuarão as tratativas e deverão elaborar propostas que possam ser apresentadas durante o encontro em Milwaukee.

Entenda o contexto

As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de maior tensão desde a adoção de tarifas adicionais por Washington sobre produtos brasileiros. Diplomatas dos dois países têm defendido a manutenção do diálogo para evitar prejuízos ao comércio bilateral, que movimenta bilhões de dólares por ano.

Nos últimos meses, presidentes, ministros e representantes comerciais intensificaram contatos para tentar construir uma solução negociada. A reunião presencial marcada para o fim de setembro é considerada um dos principais movimentos nesse esforço diplomático.

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