Enel emperra empresa em Cotia e pode travar geração de empregos

Demora e burocracia para garantir o fornecimento de energia colocam produção em risco e levantam preocupação sobre investimentos e crescimento econômico na cidade.
Redação NC News
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Uma empresa de esterilização de Cotia, na Grande São Paulo, aguarda há aproximadamente um ano uma solução da Enel para um pedido de aumento de carga e adequação da entrada de energia elétrica. Durante esse período, o negócio precisou contratar serviços particulares de gerador para manter as atividades.

A demora da concessionária representa uma despesa adicional para a empresa, que precisa recorrer a uma estrutura alternativa enquanto espera pelo atendimento. O caso expõe como problemas na prestação de um serviço essencial podem ultrapassar a burocracia e afetar diretamente o planejamento de um negócio.

O nome da empresa não será divulgado para preservar sua identidade.

Empresa usa serviço de gerador para compensar a demora no atendimento da concessionária
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Entenda o que aconteceu

A empresa de esterilização de Cotia solicitou à Enel uma mudança na estrutura de recebimento de energia elétrica, envolvendo aumento de carga. A necessidade está relacionada à estrutura de fornecimento utilizada pelo negócio.

A espera, segundo as informações apuradas pelo NC News, já dura aproximadamente um ano.

Durante esse período, a empresa precisou contratar geradores particulares para manter o funcionamento das atividades. Na prática, enquanto aguarda a execução do serviço pela concessionária, o negócio arca com uma despesa que não fazia parte do planejamento original.

O custo dos geradores e a frequência das contratações ainda precisam ser detalhados. Essas informações serão importantes para dimensionar o impacto financeiro provocado pela demora.

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Gerador vira alternativa durante espera

A contratação de geradores particulares foi a alternativa encontrada pela empresa para manter a operação enquanto o pedido de aumento de carga permanece pendente.

O serviço representa um custo adicional para o negócio, que precisa garantir a estrutura de energia necessária para continuar funcionando.

A situação chama atenção porque a empresa não está apenas esperando uma resposta: ela precisa investir em uma solução provisória para manter as atividades.

O valor gasto com os geradores, o período de utilização e a previsão de conclusão do serviço ainda precisam ser esclarecidos.

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Demora preocupa investimentos e expansão

A espera pela adequação do fornecimento de energia pode afetar o planejamento de empresas que dependem de uma estrutura elétrica compatível com suas atividades.

No caso da empresa de esterilização, a necessidade de recorrer a geradores particulares levanta preocupações sobre os custos de operação e a possibilidade de ampliar a produção.

Uma estrutura de energia adequada pode ser necessária para a instalação de novos equipamentos, o aumento da capacidade de atendimento e a expansão dos negócios.

Ainda não há confirmação de que a empresa tenha adiado investimentos ou deixado de contratar funcionários por causa da demora. Essas informações precisam ser esclarecidas.

O que está confirmado é que o negócio precisou contratar geradores durante o período de espera, o que representa um custo extra para manter as atividades.

 

O que a Enel informa sobre os prazos

A Enel informa que, para uma ligação nova de energia em baixa tensão, o prazo pode ser de até cinco dias úteis para vistoria e instalação da medição, desde que o padrão de entrada esteja pronto e dentro das normas exigidas.

A distribuidora também informa que o prazo pode mudar quando são necessárias obras de extensão da rede ou outras adequações técnicas.

A Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, prevê prazo de até cinco dias úteis para vistoria e instalação dos equipamentos de medição em conexões de tensão inferior a 2,3 kV, observadas as condições aplicáveis ao serviço.

É importante destacar que o caso da empresa de Cotia não deve ser tratado automaticamente como uma ligação nova. O pedido envolve aumento de carga e adequação da estrutura de recebimento de energia, o que pode exigir procedimentos técnicos diferentes.

Por isso, a Enel precisa esclarecer qual é o serviço aplicável ao caso, se existem obras ou pendências e por que a solicitação ainda não foi concluída.

 

Reclamações de consumidores também envolvem ligações e medidores

O caso da empresa de esterilização não é o único relato de demora envolvendo serviços de energia da Enel em São Paulo.

Na plataforma Reclame Aqui, consumidores relatam dificuldades em diferentes etapas do atendimento, incluindo ligações novas, instalação de medidores e execução de serviços.

Em 20 de agosto de 2026, um consumidor publicou uma reclamação afirmando que solicitou uma ligação nova, recebeu prazo de cinco dias úteis e não teve o serviço concluído no período informado.

Segundo o relato, a Enel alegou que a equipe não teria conseguido entrar no local. O consumidor contestou a justificativa e afirmou que recebeu um novo prazo de mais cinco dias úteis.

De acordo com a reclamação, o processo chegou a quase um mês sem ligação.

Outro caso, de junho de 2026, envolve um apartamento novo. A consumidora afirmou que enviou documentos, tentou atendimento pelo WhatsApp e telefone e procurou a Ouvidoria da própria Enel, mas a ligação nova continuava sem ser aberta ou concluída.

Em agosto, um consumidor de Osasco também relatou problemas com a instalação de um medidor. Segundo a reclamação, o equipamento foi instalado no apartamento errado e, depois do pedido de correção, foi informado um novo prazo de dez dias.

Os relatos mostram que há reclamações sobre diferentes serviços da distribuidora. No entanto, cada caso precisa ser analisado individualmente, considerando o tipo de solicitação, as condições da instalação e os prazos aplicáveis.

 

Volume de reclamações contra a Enel chama atenção

A Enel Distribuição São Paulo aparece com um volume elevado de reclamações na plataforma Reclame Aqui.

Entre 1º de março e 31 de agosto de 2026, a página da empresa registrava mais de 321 mil reclamações em sua base, incluindo categorias relacionadas à demora na execução de serviços, problemas de energia e atendimento.

O número reúne reclamações sobre a Enel de forma geral e não representa exclusivamente pedidos de aumento de carga, ligações novas ou instalação de medidores.

Ainda assim, os relatos específicos de consumidores que aguardam serviços mostram que há queixas sobre atrasos e dificuldades no atendimento.

No caso de Cotia, a espera de aproximadamente um ano reforça a necessidade de esclarecer o que aconteceu com a solicitação da empresa e qual é a previsão para a conclusão do serviço.

 

Enel enfrenta processo que pode levar à perda da concessão

Enquanto empresas e moradores relatam dificuldades para conseguir serviços de energia, a Enel enfrenta um processo de caducidade da concessão em São Paulo.

A análise tramita na Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, e também é alvo de disputas na Justiça de São Paulo. O procedimento pode levar à extinção antecipada do contrato da distribuidora, caso sejam confirmadas as condições previstas na legislação.

A discussão ocorre em meio a questionamentos sobre a qualidade do serviço prestado pela empresa e reforça a pressão por respostas sobre problemas que afetam consumidores e negócios.

O processo, porém, ainda depende das decisões das autoridades competentes e não significa que a concessão já tenha sido encerrada.

 

Entenda o contexto

A Enel é responsável pela distribuição de energia elétrica em parte do estado de São Paulo, incluindo a capital e municípios da Região Metropolitana.

Empresas dependem da distribuidora para serviços como ligações novas, instalação de medidores, aumento de carga e adequações na estrutura de fornecimento.

A Enel informa prazo de até cinco dias úteis para vistoria e instalação da medição em ligações novas de baixa tensão quando o padrão está pronto e dentro das normas. Obras de extensão da rede e outras exigências técnicas podem alterar o prazo.

O caso da empresa de esterilização de Cotia, que aguarda há aproximadamente um ano uma solução para o pedido de aumento de carga e precisou contratar geradores particulares, levanta preocupações sobre os efeitos da demora no planejamento, nos investimentos e no crescimento de negócios.

A situação também acontece enquanto a Enel enfrenta um processo de caducidade da concessão, que pode levar à perda antecipada do contrato de distribuição de energia em São Paulo.

Para a empresa de Cotia, a questão central continua sendo a mesma: quando o serviço será concluído e quais são as consequências de uma espera que já dura aproximadamente um ano?

 

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