Uma cena incomum chamou a atenção de um morador de Campinas, no interior de São Paulo. Uma lagarta foi encontrada completamente coberta por pequenas estruturas brancas que pareciam casulos presos ao corpo do animal. A aparência chamou a atenção justamente porque o fenômeno não era o que parecia.
Na verdade, aqueles pequenos “casulos” eram pupas de uma vespa parasitoide, parte de um ciclo natural em que o inseto utiliza a lagarta como hospedeira para desenvolver seus filhotes.
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Entenda o que aconteceu
O caso foi registrado em Campinas (SP), depois que Isaias Soares encontrou a lagarta e procurou informações para entender por que o corpo do animal estava coberto pelas estruturas brancas.
A explicação está no comportamento da Cotesia congregata, uma espécie de vespa parasitoide que tem nas lagartas uma de suas hospedeiras.
O ciclo começa quando a vespa deposita seus ovos no corpo da lagarta. Depois que os ovos eclodem, as larvas passam a se desenvolver dentro do hospedeiro.
Durante esse período, elas retiram da própria lagarta os nutrientes necessários para crescer.
De onde surgem os pequenos casulos brancos
Quando atingem uma fase mais avançada do desenvolvimento, as larvas deixam o corpo da lagarta e passam a formar pequenas estruturas brancas na superfície do animal.
Essas estruturas são pupas, uma etapa de transformação entre a fase larval e a vida adulta da vespa.
É justamente essa fase que dá à lagarta a aparência incomum de estar coberta por vários pequenos “casulos”.
O que acontece depois
Depois de alguns dias, novas vespas adultas emergem das pupas e completam o ciclo de desenvolvimento.
A lagarta, porém, não sobrevive ao processo.
Ao final do ciclo, a hospedeira morre, já que foi utilizada pelas larvas como fonte de nutrientes durante o desenvolvimento.
Um mecanismo natural contra lagartas
O caso também mostra uma relação que ocorre naturalmente entre diferentes espécies.
Vespas parasitoides podem atuar como inimigas naturais de lagartas, ajudando a controlar populações desses insetos no ambiente.
Apesar da aparência impressionante, portanto, a cena registrada em Campinas não representa uma transformação da lagarta em outro animal. O que está acontecendo é o desenvolvimento de uma nova geração de vespas a partir de larvas que utilizaram o corpo da lagarta como hospedeiro.
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Entenda o contexto
O fenômeno ajuda a mostrar como os ciclos da natureza podem envolver relações bastante específicas entre diferentes espécies.
No caso da Cotesia congregata, a lagarta funciona como hospedeira durante uma parte importante do desenvolvimento da vespa. As larvas crescem protegidas dentro do corpo do animal e, posteriormente, deixam a hospedeira para completar a transformação até a fase adulta.
O resultado é a formação das pequenas pupas brancas que chamaram a atenção em Campinas.
Assim, o que inicialmente parecia uma doença, uma deformação ou até uma espécie de “casulo” produzido pela própria lagarta era, na verdade, uma etapa do ciclo de vida de uma vespa parasitoide.
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