O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer a vacina pneumocócica 20-valente conjugada, conhecida como Pneumo 20, para pessoas com 85 anos ou mais. A nova estratégia de vacinação começou a ser implementada em setembro pelo Ministério da Saúde e deve alcançar mais de 2,3 milhões de brasileiros nessa faixa etária.
A ampliação busca aumentar a proteção dos idosos contra doenças provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que pode causar pneumonia, meningite, infecções no sangue e outras complicações graves. A meta do governo é imunizar pelo menos 90% do público-alvo.
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Entenda o que aconteceu
A Pneumo 20 passou a fazer parte da estratégia de vacinação do SUS para idosos com 85 anos ou mais. O imunizante já havia sido incorporado ao calendário nacional neste ano para crianças menores de 5 anos e agora tem a utilização ampliada para a população idosa.
A vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, um dos principais agentes responsáveis por infecções respiratórias. Entre as doenças que podem ser provocadas pelo pneumococo estão pneumonia e meningite.
Para receber a dose, o idoso não precisa apresentar prescrição médica. É necessário procurar uma unidade de vacinação do SUS e apresentar um documento que comprove a idade.
Por que a vacina foi ampliada para quem tem 85 anos ou mais
A escolha dessa faixa etária está relacionada ao maior risco de complicações provocadas por infecções pneumocócicas.
Com o envelhecimento, ocorre um processo natural chamado imunossenescência, no qual o sistema imunológico perde parte da capacidade de responder de maneira eficiente às infecções. A presença mais frequente de doenças crônicas e outras condições de saúde também pode aumentar o risco de evolução para quadros graves.
Dados apresentados pelo Ministério da Saúde mostram que a taxa de hospitalização por pneumonia entre pessoas com 80 anos ou mais chegou a 3.097,7 casos por 100 mil habitantes em 2024 e 2.902,7 por 100 mil em 2025.
Entre pessoas com 85 anos ou mais, a taxa de mortalidade por pneumonia foi de 758,1 mortes por 100 mil habitantes em 2024 e de 743,1 por 100 mil em 2025.
Contra quais doenças a Pneumo 20 protege
A Pneumo 20 oferece proteção contra 20 sorotipos do Streptococcus pneumoniae.
A bactéria pode provocar diferentes tipos de infecção. Entre as formas mais graves estão a pneumonia e a meningite pneumocócica, que podem levar a internações e, em casos mais graves, à morte.
A infecção também pode atingir outras partes do organismo e provocar complicações sistêmicas.
Quem pode tomar a vacina pelo SUS
A estratégia contempla pessoas com 85 anos ou mais.
Entretanto, o esquema de vacinação pode variar de acordo com o histórico de imunização contra o pneumococo. Por isso, é importante informar à equipe de vacinação quais doses anteriores foram recebidas.
Para quem tem 85 anos ou mais e nunca recebeu vacina pneumocócica, a orientação é de uma dose única da Pneumo 20.
Quem já recebeu outras vacinas contra o pneumococo pode ter uma indicação diferente, dependendo de quais imunizantes foram utilizados anteriormente e do número de doses.
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Mais de 2,3 milhões de idosos estão no público-alvo
Segundo estimativa do Ministério da Saúde, a nova estratégia contempla 2.337.775 brasileiros com 85 anos ou mais.
A expectativa da pasta é alcançar pelo menos 90% desse público com a vacinação.
A distribuição das doses começou neste mês e será realizada para que os municípios possam iniciar a imunização da população elegível.
Pneumo 20 também passou a ser usada em crianças
A ampliação para idosos ocorre alguns meses depois da inclusão da Pneumo 20 no calendário infantil.
O imunizante passou a substituir progressivamente a Pneumo 10 para crianças menores de 5 anos, ampliando a proteção contra os sorotipos do pneumococo.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos já haviam recebido a Pneumo 20 nos primeiros meses da estratégia.
Entenda o contexto
As doenças pneumocócicas representam um risco maior para pessoas muito idosas e para outros grupos vulneráveis. O envelhecimento do sistema imunológico e a presença de comorbidades podem favorecer quadros mais graves.
A estratégia adotada pelo Ministério da Saúde faz parte da ampliação da proteção oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações.
Além da pneumonia e da meningite, o pneumococo pode provocar outras infecções, incluindo infecções no sangue e otite média.
A vacinação busca reduzir principalmente complicações, internações e mortes provocadas por essas doenças entre os grupos considerados mais vulneráveis.
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