A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Dinastia do Lago, que investiga possíveis fraudes em contratos públicos no município de Coari, no interior do Amazonas. A ação apura suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Entre os alvos está o deputado federal Adail Filho (MDB-AM). A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a abertura de inquérito contra o parlamentar por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, pai do deputado, também é alvo da operação e foi afastado do cargo por determinação judicial.
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Entenda o que aconteceu
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma possível estrutura envolvendo empresários, agentes públicos e terceiros em contratos da administração municipal de Coari.
Segundo a PF, as suspeitas incluem direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras que poderiam estar relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas e à ocultação da origem e dos destinatários dos valores.
A investigação também apura se os fatos podem configurar, em tese, crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
Investigação começou após apreensão de R$ 1,25 milhão
De acordo com a Polícia Federal, a apuração teve início após a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo, transportados por três empresários em um voo entre Manaus e Brasília, em maio de 2025.
A partir desse episódio, os investigadores passaram a analisar possíveis conexões entre empresários, agentes públicos e outras pessoas relacionadas aos contratos investigados.
As empresas ligadas aos empresários mantinham contratos com a Prefeitura de Coari. A investigação também passou a analisar movimentações financeiras e possíveis repasses de recursos públicos ao município.
Adail Filho é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro
O deputado federal Adail Filho é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Em abril de 2026, Alexandre de Moraes determinou a abertura de inquérito no STF após solicitação da Procuradoria-Geral da República.
Segundo as informações divulgadas na época, a investigação teve origem na apreensão de aproximadamente R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo com três empresários no aeroporto de Brasília. Documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos na ocasião passaram a ser analisados pela Polícia Federal.
Prefeito de Coari também é alvo
O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, pai do deputado, também está entre os alvos da operação. O STF determinou o afastamento dele do cargo durante as investigações.
Ao todo, são cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari, além de medidas cautelares contra servidores públicos.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou um balanço final dos materiais apreendidos. Imagens divulgadas pela corporação mostram dinheiro em espécie e joias encontrados durante as diligências.
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PF apura possíveis desvios e pagamentos indevidos
A investigação tenta esclarecer se contratos públicos foram direcionados para beneficiar determinadas empresas e se recursos públicos teriam sido desviados.
Segundo a PF, as movimentações financeiras analisadas também podem ter servido para o pagamento de vantagens indevidas e para dificultar a identificação da origem dos valores.
As suspeitas ainda estão em fase de investigação. Portanto, os alvos da operação não são considerados culpados pelos crimes apurados apenas por terem sido incluídos nas medidas judiciais.
Operação cumpre mandados em Manaus e Coari
As equipes da Polícia Federal cumprem 29 mandados de busca e apreensão nas cidades de Manaus e Coari.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra servidores públicos. A operação é realizada para reunir documentos, equipamentos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a eventual participação dos investigados.
Entenda o contexto
A investigação envolvendo Adail Filho teve como ponto de partida a apreensão de aproximadamente R$ 1,2 milhão em espécie com três empresários, em maio de 2025.
A partir da análise do material apreendido, a Polícia Federal identificou possíveis conexões entre os empresários, empresas que mantinham contratos com a Prefeitura de Coari e movimentações relacionadas a recursos públicos.
Em abril de 2026, Alexandre de Moraes determinou a abertura de inquérito contra o deputado federal para apurar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Nesta quarta-feira (16), a investigação avançou com a Operação Dinastia do Lago, que cumpre mandados em Manaus e Coari.
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