Bolsa Família vai subir para R$ 691 em outubro; veja quem recebe, quanto aumenta e quando começa o pagamento

Governo corrigiu os benefícios em 15,04% pela inflação acumulada desde 2023; valor médio também sobe, e novas parcelas começam a chegar aos beneficiários em outubro
Redação NC News
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O Bolsa Família vai ficar mais alto a partir de outubro. O governo federal anunciou uma correção de 15,04% nos valores do programa, fazendo o benefício mínimo por família passar de R$ 600 para R$ 691.

A atualização foi oficializada pelo Decreto nº 13.120, publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quinta-feira (17), e representa a primeira correção pela inflação dos valores do atual modelo do Bolsa Família desde sua retomada, em 2023. O reajuste considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

O aumento, porém, não será aplicado ao pagamento de setembro. Neste mês, os repasses continuam seguindo os valores atuais e começaram a ser liberados no dia 17. A nova tabela será considerada na folha de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do programa.

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Quanto o Bolsa Família vai pagar

O novo piso será de R$ 691 por família, mas isso não significa que todos os beneficiários receberão exatamente esse valor.

O Bolsa Família é calculado de acordo com a composição familiar. O benefício principal é formado por parcelas destinadas a cada integrante da família e por adicionais relacionados à presença de crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.

A partir de outubro, o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passará de R$ 142 para R$ 164.

O Benefício Primeira Infância, destinado a famílias com crianças de zero a sete anos incompletos, passará de R$ 150 para R$ 173 por criança.

Já o Benefício Variável Familiar, destinado a gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos, subirá de R$ 50 para R$ 58 por integrante.

Quando a soma dos benefícios calculados para uma família ficar abaixo de R$ 691, entra em ação o Benefício Complementar, responsável por completar a diferença até o novo piso.

Isso significa que R$ 691 é o mínimo garantido, e não um valor fixo que será pago indistintamente a todas as famílias.

Por que o benefício aumentou?

A correção anunciada pelo governo tem como objetivo recompor o poder de compra do programa diante da inflação acumulada desde a última atualização.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os valores foram corrigidos em 15,04%, considerando a variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.

O reajuste ocorre mais de três anos depois da retomada do atual modelo do Bolsa Família.

Na prática, a atualização procura fazer com que o mesmo valor recebido pelas famílias não perca poder de compra ao longo do tempo por causa da alta acumulada dos preços.

O governo informou que a correção preserva o poder de compra dos beneficiários. O decreto determina que os novos valores produzam efeitos financeiros a partir do primeiro dia de outubro.

Quanto será o benefício médio?

Além do piso, também haverá mudança no valor médio recebido pelas famílias.

Atualmente, o benefício médio está em torno de R$ 675. Com a atualização, a estimativa do governo é que esse valor passe para aproximadamente R$ 777.

A diferença ocorre porque o programa não paga apenas o valor mínimo. Famílias com mais integrantes e com crianças, adolescentes ou gestantes podem receber parcelas adicionais, fazendo com que o pagamento mensal fique acima do piso.

Por isso, o valor efetivamente recebido por cada família continuará variando.

Uma família formada apenas por adultos, por exemplo, terá uma composição diferente daquela que possui crianças pequenas, adolescentes ou gestantes.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

O reajuste não muda, por si só, as regras básicas de entrada no programa.

Para receber o benefício, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e atender aos critérios de renda estabelecidos pelo programa.

Além disso, os beneficiários precisam manter os dados cadastrais atualizados e cumprir as chamadas condicionalidades relacionadas às áreas de saúde e educação.

Entre as exigências estão o acompanhamento da frequência escolar de crianças e adolescentes, a atualização da caderneta de vacinação e o acompanhamento pré-natal das gestantes.

Assim, o aumento do valor não significa uma liberação automática para novas famílias.

Quem já recebe o benefício terá os valores recalculados conforme a composição familiar e a nova tabela.

Quando o novo valor começa a ser pago?

A atualização começa efetivamente na folha de outubro.

De acordo com o governo, os pagamentos com os novos valores estarão disponíveis a partir de 19 de outubro, seguindo o calendário do Bolsa Família e o final do Número de Identificação Social (NIS).

O pagamento de setembro continua normalmente com as regras atuais.

Neste mês, os depósitos começaram em 17 de setembro e seguem até o dia 30. A ordem é determinada pelo último dígito do NIS.

O calendário de setembro é:

  • NIS final 1: 17 de setembro
  • NIS final 2: 18 de setembro
  • NIS final 3: 21 de setembro
  • NIS final 4: 22 de setembro
  • NIS final 5: 23 de setembro
  • NIS final 6: 24 de setembro
  • NIS final 7: 25 de setembro
  • NIS final 8: 28 de setembro
  • NIS final 9: 29 de setembro
  • NIS final 0: 30 de setembro

Famílias que vivem em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal podem ter o pagamento antecipado para o primeiro dia do calendário.

Como consultar quanto vou receber?

O beneficiário poderá consultar o valor liberado pelos canais oficiais.

Entre as opções estão os aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem, além do Portal Cidadão da Caixa.

O governo também disponibiliza o Disque Social 121, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, para informações sobre regras e cadastro. Para dúvidas relacionadas a pagamentos e saques, a Caixa mantém o telefone 111.

A consulta é importante porque o valor final pode variar conforme a composição da família e a atualização dos dados no CadÚnico.

O que muda para quem já recebe adicionais?

A mudança não se limita ao piso de R$ 691.

Os adicionais também foram reajustados.

Uma família que tenha crianças pequenas, por exemplo, passará a receber R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos, contra os atuais R$ 150.

Para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos, o adicional passará de R$ 50 para R$ 58 por integrante enquadrado na regra.

Isso significa que famílias que já recebem valores superiores ao piso poderão ter uma alta diferente daquela de uma família que recebe apenas o benefício mínimo.

O cálculo continuará sendo feito individualmente conforme a composição familiar.

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Entenda O Contexto

O Bolsa Família terá os valores corrigidos em 15,04% a partir da folha de outubro de 2026. A mudança foi oficializada pelo Decreto nº 13.120 e considera a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a atualização, o valor mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado pelo governo sobe de R$ 675 para R$ 777.

A correção não altera o pagamento de setembro. Os beneficiários continuam recebendo neste mês conforme o calendário tradicional, iniciado em 17 de setembro e encerrado no dia 30. Os novos valores começam a ser considerados na folha de outubro, com pagamentos previstos a partir de 19 de outubro.

Também foram reajustadas as parcelas adicionais. O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante. O Benefício Primeira Infância sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança, enquanto o Benefício Variável Familiar passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras. O Benefício Complementar garante que a soma dos valores recebidos pela família alcance pelo menos R$ 691.

O valor recebido por cada família, portanto, continuará dependendo de sua composição. O novo piso não significa que todos receberão R$ 691, já que famílias com crianças, adolescentes ou gestantes podem ter direito a parcelas adicionais. Para continuar no programa, também é necessário atender às regras de renda, manter o CadÚnico atualizado e cumprir as condicionalidades de saúde e educação.

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