O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (18) em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,144 na venda, enquanto o Ibovespa recuou 0,41%, aos 185.229,17 pontos. O pregão marcou o fim de uma semana de ajustes nos mercados, depois das decisões de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos e em meio à avaliação dos próximos passos dos bancos centrais.
Na semana, o principal índice da B3 acumulou queda de 1,06%, interrompendo uma sequência de quatro semanas consecutivas de valorização. Já o dólar avançou 0,37% no mesmo período.
O comportamento dos ativos mostra um mercado mais cauteloso, mas não necessariamente marcado por uma fuga generalizada de risco. O Ibovespa chegou a 185.991,47 pontos na máxima do dia e terminou próximo da mínima, de 184.460,91 pontos. O volume financeiro alcançou R$ 26,8 bilhões.
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Dólar volta a subir diante do cenário externo
O dólar comercial interrompeu duas sessões consecutivas de queda e terminou o dia com valorização de 0,11%. A moeda oscilou entre R$ 5,122 e R$ 5,166 durante o pregão.
Na comparação com a quinta-feira (17), quando havia fechado a R$ 5,139, a alta foi pequena. No acumulado da semana, porém, a moeda americana ganhou 0,37%, refletindo um ambiente de maior atenção às condições financeiras internacionais e aos fluxos de capital.
O movimento também ocorreu em um dia no qual o dólar apresentou comportamento diferente diante de outras moedas. O índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de divisas, recuou 0,04% no fechamento.
Para empresas brasileiras, a cotação do dólar continua relevante porque afeta diretamente custos de produtos, componentes e matérias-primas importadas. Companhias com receitas em moeda estrangeira, por outro lado, podem ter impacto positivo sobre seus resultados quando o dólar se valoriza frente ao real.
Bolsa perde força no fim do pregão
O Ibovespa passou boa parte da sessão oscilando próximo dos níveis registrados na véspera, mas perdeu força durante o dia.
O índice chegou à máxima de 185.991,47 pontos e à mínima de 184.460,91 pontos antes de fechar em 185.229,17. A queda de 0,41% representou uma perda de 762,86 pontos em relação ao fechamento anterior.
Entre os principais papéis, empresas ligadas à mineração, siderurgia e bancos estiveram entre as maiores pressões negativas. CSNA3 caiu 6,40%, CMIN3 recuou 4,88%, MRVE3 perdeu 3,68%, SANB11 caiu 3,47% e AZZA3 recuou 3,44%.
Na ponta positiva, BEEF3 avançou 4,46%, CASH3 subiu 3,99%, CYRE3 ganhou 3,86%, MULT3 teve alta de 3,48% e AURE3 avançou 3,43%.
O resultado semanal, contudo, é mais importante para entender o movimento. Depois de quatro semanas seguidas de alta, o Ibovespa acumulou perda de 1,06% entre segunda e sexta-feira.
O que a Superquarta mudou no mercado
A chamada Superquarta, realizada em 16 de setembro, colocou Brasil e Estados Unidos diante de decisões de juros em direções opostas.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, em uma decisão unânime. Foi o quinto corte consecutivo promovido pelo Banco Central em 2026.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta dos juros americanos desde 2023.
Essa diferença de direção aumenta a atenção dos investidores sobre o fluxo internacional de recursos. Enquanto o Brasil reduz sua taxa básica, os Estados Unidos passam a oferecer juros maiores em sua economia, alterando a comparação entre diferentes mercados e ativos.
O Copom, entretanto, manteve uma comunicação cautelosa. O Banco Central afirmou que o ambiente externo continua incerto e que a volatilidade dos preços de ativos e commodities exige atenção das economias emergentes.
Juros continuam no centro das decisões
A taxa Selic de 13,75% ainda representa um nível elevado para a economia brasileira, apesar da sequência de cortes iniciada neste ano.
A redução dos juros tende a alterar gradualmente as condições de crédito para empresas e consumidores e também modifica a relação entre investimentos de renda fixa e ativos de maior risco.
Para a Bolsa, juros menores podem favorecer empresas mais dependentes de crédito e consumo, mas o efeito não é automático. Inflação, atividade econômica, situação fiscal, cenário externo e expectativas para as próximas decisões do Banco Central também influenciam a formação dos preços.
No mercado de câmbio, a diferença entre as políticas monetárias brasileira e americana passa a ser acompanhada ainda mais de perto pelos investidores.
Mercado também acompanha cenário eleitoral
Além dos juros, o cenário eleitoral brasileiro entrou no radar dos investidores nesta sexta-feira.
A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% em um eventual segundo turno, resultado classificado como empate técnico dentro da margem de erro do levantamento.
A proximidade entre os números mantém o cenário eleitoral entre os fatores acompanhados pelo mercado, especialmente porque as eleições podem influenciar expectativas sobre política fiscal, gastos públicos, dívida e condução da economia nos próximos anos.
O efeito sobre os ativos, entretanto, não pode ser isolado de outros fatores que também movimentaram o mercado durante a semana, como as decisões de juros, o comportamento dos títulos americanos, os preços das commodities e as condições internacionais.
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Entenda O Contexto
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana de 14 a 18 de setembro sob influência de uma combinação de fatores domésticos e internacionais. O principal deles foi a chamada Superquarta, quando o Banco Central brasileiro reduziu a Selic para 13,75% ao ano enquanto o Federal Reserve aumentou os juros americanos para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. As decisões em sentidos opostos aumentaram a atenção dos investidores para o diferencial de juros e para os fluxos internacionais de capital.
Na sexta-feira, o dólar comercial subiu 0,11%, para R$ 5,144, enquanto o Ibovespa caiu 0,41%, aos 185.229,17 pontos. O índice chegou a 185.991,47 pontos durante o pregão e teve mínima de 184.460,91. O volume financeiro foi de R$ 26,8 bilhões. Na semana, a Bolsa acumulou queda de 1,06%, interrompendo quatro semanas consecutivas de alta, enquanto o dólar avançou 0,37%.
O cenário para os próximos pregões dependerá da combinação entre inflação, atividade econômica, decisões dos bancos centrais, comportamento dos mercados internacionais, câmbio e expectativas fiscais e eleitorais no Brasil. A redução da Selic altera as condições financeiras domésticas, mas o Banco Central indicou que continuará avaliando os dados antes de definir os próximos passos da política monetária.
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