Quaest Rio 2026 mostra Eduardo Paes na liderança e Benedita da Silva à frente na disputa pelo Senado

Pesquisa Quaest no Rio aponta liderança de Eduardo Paes para governo e Benedita da Silva para o Senado, com cenário de indecisos e influência nacional.
Redação NC News
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Eduardo Paes (PSD) abre vantagem na corrida pelo governo do Rio de Janeiro, enquanto Benedita da Silva (PT) lidera a disputa pelas duas vagas ao Senado, em nova pesquisa Quaest com 1.302 eleitores fluminenses. O levantamento, que acaba de ter os principais números consolidados, oferece um retrato detalhado do cenário estadual nas eleições de 2026.

A pesquisa testa cenários de primeiro e segundo turno para o governo, mede o desempenho de 15 nomes ao Senado e investiga o peso político de apoios de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os números ajudam a redesenhar as estratégias de campanha num estado historicamente decisivo para a disputa nacional.

Paes lidera com folga e oposição se divide

Na pesquisa estimulada para o governo, em que o eleitor escolhe um nome a partir de uma lista, o atual prefeito do Rio de Janeiro aparece isolado na frente. “Na seção estimulada de primeiro turno, Eduardo Paes (PSD) aparece com 39%, Douglas Ruas (PL) com 18%, e Garotinho (Republicanos) com 8%.”

Cyro Garcia (PSTU) marca 2%, enquanto William Siri (PSOL), Coronel Busnello (Missão) e André Marinho (Novo) têm 1% cada. Juliete (UP) e Luan Monteiro (PCO) não passam de 0%. O grupo de eleitores ainda sem candidato é robusto: “Os indecisos somam 16%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não vão votar representam 14%.” Esse contingente, de 30% do eleitorado, mantém o tabuleiro em aberto.

Os dados indicam que o campo antipetista e conservador se pulveriza entre Douglas Ruas, Garotinho e nomes menores, o que facilita a vida de Paes no primeiro turno. Em um quadro com muitos candidatos, o patamar de 39% coloca o prefeito em posição confortável, mas longe de resolver a eleição de forma antecipada.

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Segundo turno mantém favoritismo, mas com incertezas

A Quaest volta a simular confrontos diretos entre Paes e seus principais adversários. Na rodada anterior, o prefeito tinha 52% contra 26% de Douglas Ruas, e 53% contra 17% de Garotinho, com indecisos próximos de 8% e brancos e nulos na casa de dois dígitos.

Esses números reforçam a vantagem de Paes em cenários de segundo turno, mas também revelam espaço para mudança. A soma de eleitores que anulam, votam em branco ou não sabem em quem votar chega a quase um terço em algumas simulações. O resultado sugere que boa parte do eleitorado não se sente representada pelos nomes colocados e pode reagir a movimentos nacionais, como a entrada mais explícita de Lula e Jair Bolsonaro na campanha.

O histórico recente mostra como o Rio oscila entre projetos distintos, alternando gestões alinhadas à esquerda, ao centro e à direita. A consolidação de Paes como favorito, portanto, não elimina o risco de viradas bruscas, sobretudo se a campanha for marcada por crises de segurança pública ou por choques econômicos que atinjam diretamente a renda das famílias.

Senado fragmentado, com Benedita à frente

Na disputa pelas duas cadeiras fluminenses no Senado, o quadro é ainda mais aberto. “Na disputa pelas duas vagas ao Senado, Benedita da Silva (PT) lidera com 15%, seguida por Marcelo Crivella (Republicanos) com 8%.” Em um pelotão logo atrás, Carlos Jordy (PL), Pedro Paulo (PSD) e Carlos Portinho (PL) aparecem com 6% cada, ao lado de Mônica Benício (PSOL), também com 6% na medição anterior.

O restante dos 15 nomes testados oscila entre 0% e 2%. Mais da metade do eleitorado, porém, ainda não escolheu senador: indecisos somam 24%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 25%. O quadro indica que qualquer candidatura com boa estrutura e exposição pode crescer rapidamente.

A vantagem de Benedita, ex-governadora e figura histórica da esquerda fluminense, se apoia no reconhecimento de seu nome e na associação direta com o campo lulista. Crivella, ex-prefeito do Rio e líder evangélico, mantém uma base fiel, mas enfrenta rejeição elevada na capital. A fragmentação do campo bolsonarista entre Jordy, Portinho e outros aliados também dificulta a formação de um polo único à direita.

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Lula, Flávio Bolsonaro e a batalha pelos apoios

O estudo não se limita à fotografia das intenções de voto. “O levantamento investiga de forma espontânea quem os eleitores acreditam que será o candidato apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e pelo presidente Lula (PT) para o governo do Rio de Janeiro em 2026.” A pergunta aponta para a dimensão nacional da eleição estadual.

No Rio, o bolsonarismo mantém redutos fortes, como a Baixada Fluminense e cidades da Região Metropolitana, enquanto o lulismo cresce em áreas populares da capital e do interior. Saber quem o eleitor associa a cada líder ajuda a calibrar estratégias de comunicação, jingle, palanque e até presença em debates de TV.

A disputa também dialoga com o cenário para a Presidência em 2026. Palanques estaduais robustos são decisivos para candidatos ao Planalto, e partidos testam nomes locais de olho no impacto sobre a corrida nacional. Termos mais buscados hoje, como “Resultado pesquisa para presidente 2026” e “Pesquisa presidente 2026 Quaest”, reforçam como o eleitor já conecta automaticamente esses movimentos.

Metodologia e peso político do levantamento

A Quaest realizou entrevistas presenciais, de casa em casa, com 1.302 eleitores de 16 anos ou mais em todas as regiões do estado. Os pesquisadores aplicaram questionários em dispositivos eletrônicos, o que reduz erros de anotação e acelera a consolidação dos dados.

O instituto informa que “a pesquisa custou R$ 158 mil e conta com margem de erro máxima prevista de cerca de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95%.” O desenho estatístico busca representar o eleitorado fluminense por sexo, idade, escolaridade, renda, região e religião. “O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código RJ-04982/2026.”

A divulgação ocorre num momento em que campanhas ajustam mensagens e definem prioridades de investimento. Números positivos tendem a ser explorados em peças de TV, rádio e redes sociais, enquanto dados negativos servem de alerta para recuos ou mudanças de rumo. A própria medição de indecisos e brancos e nulos orienta onde cada equipe precisa intensificar presença.

As próximas semanas devem trazer novas rodadas de pesquisa, tanto estaduais quanto nacionais, incluindo levantamentos para a Presidência por institutos como Quaest, Datafolha, Atlas e Paraná Pesquisas. A disputa pelo governo do Rio, hoje com Eduardo Paes em vantagem e uma oposição fragmentada, entra em fase em que cada ponto na margem de erro pode redefinir alianças, candidaturas e o tom da campanha até o dia da votação.

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