Empregados da Caixa rejeitam nova proposta e mantêm greve nacional

Em votação nesta segunda-feira (21), 59,3% dos trabalhadores recusaram o acordo apresentado pelo banco; Saúde Caixa segue como principal ponto de impasse
Redação NC News
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Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram nesta segunda-feira (21) manter a greve nacional iniciada em 10 de setembro. Em assembleias realizadas pelo país, 59,3% dos trabalhadores que participaram da votação rejeitaram a nova proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Com a decisão, a paralisação entra em uma nova etapa após mais de dez dias. O Saúde Caixa continua no centro do impasse entre o banco e os empregados, apesar das mudanças apresentadas pela instituição na última rodada de negociação. A Caixa afirma que permanece aberta ao diálogo, enquanto representantes da categoria discutem os próximos passos do movimento.

Maioria rejeita proposta e greve continua

A votação ocorreu nesta segunda-feira depois de uma nova rodada de negociações entre a Caixa e representantes dos trabalhadores. Em diferentes bases sindicais, os empregados participaram de assembleias virtuais para decidir entre aceitar o acordo e encerrar a paralisação ou rejeitar o texto e manter a greve.

No resultado nacional, 59,3% dos participantes votaram contra a proposta. A decisão mantém a mobilização que começou no dia 10 de setembro.

Em Belo Horizonte e região, por exemplo, a rejeição foi ainda maior: 67,1% dos empregados votaram contra a proposta, 31,5% foram favoráveis e 1,4% se abstiveram.

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Saúde Caixa continua no centro da disputa

O plano de saúde dos empregados é um dos principais pontos de divergência. A categoria reivindica o restabelecimento do modelo em que a Caixa assume 70% das despesas assistenciais e os beneficiários ficam responsáveis pelos outros 30%.

Na nova proposta, o banco ampliou de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da Caixa no custeio do plano a partir de 2027.

O texto também prevê contribuição de 3,7% da remuneração-base para o titular a partir de 2027, além de valores específicos para dependentes. A cobrança diferenciada por faixa etária, presente em uma versão anterior, foi retirada.

Caixa assume déficit do plano em 2026

A proposta estabelece ainda que não haverá reajuste das mensalidades do Saúde Caixa em 2026 e que o banco ficará responsável pela equalização do déficit registrado neste ano.

A Caixa também propôs manter o modelo solidário e o pacto intergeracional, pelo qual não há cobrança diferenciada das mensalidades de acordo com a idade dos beneficiários.

Apesar das alterações em relação às primeiras propostas apresentadas durante a negociação, a maioria dos empregados que participou da votação considerou que o texto ainda não atendia às reivindicações da categoria.

PLR e prêmio de R$ 3 mil também estavam na proposta

Além do plano de saúde, as negociações abrangem reajuste salarial, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), condições de trabalho, benefícios e programas internos.

A Caixa informou que a proposta previa o pagamento, em 30 de setembro, dos ajustes relacionados ao ACT, incluindo salários, funções, adicionais e benefícios, além da PLR, do programa Super Caixa e de um prêmio de R$ 3 mil já oferecido anteriormente.

A proposta também inclui uma contribuição negocial, com desconto sobre salário e PLR dos empregados, tema que integra o processo de contratação do acordo coletivo.

Greve começou em 10 de setembro

A paralisação nacional começou em 10 de setembro, após os empregados rejeitarem a proposta então apresentada pela Caixa. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos participantes votaram contra o texto naquela ocasião.

O principal impasse já estava relacionado ao Saúde Caixa. A primeira proposta previa mudanças no modelo de custeio e nas contribuições dos beneficiários.

Após o início da greve, novas rodadas de negociação foram realizadas. Em 16 de setembro, representantes do banco e das entidades dos trabalhadores retomaram formalmente as conversas e a Caixa apresentou alterações na proposta.

Atendimento presencial é afetado pela paralisação

Com a continuidade da greve, clientes podem continuar encontrando restrições no atendimento presencial em unidades atingidas pela mobilização.

Serviços disponíveis por meios eletrônicos continuam funcionando. Entre as alternativas estão o aplicativo da Caixa, Caixa Tem, internet banking, terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

A paralisação pode afetar principalmente demandas que dependem de análise presencial, entrega de documentos ou procedimentos internos. Operações relacionadas a financiamentos imobiliários e outras linhas de crédito também registraram atrasos durante a greve.

Bolsa Família continua sendo pago normalmente

Apesar da greve, o pagamento do Bolsa Família de setembro continua seguindo o calendário previsto. Os recursos podem ser movimentados pelos canais digitais e pela rede de atendimento disponível.

Os beneficiários podem acessar os valores pelo Caixa Tem, terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, sem necessidade obrigatória de atendimento dentro de uma agência.

A manutenção dos canais digitais reduz parte dos impactos da paralisação, mas não elimina as dificuldades enfrentadas por clientes que precisam resolver questões que exigem atendimento presencial.

Negociação deve continuar após rejeição

A rejeição da proposta mantém aberto o processo de negociação. A Caixa afirma que permanece disposta ao diálogo com as entidades representativas dos empregados.

Os sindicatos e representantes nacionais da categoria devem avaliar os próximos passos da mobilização e as estratégias para buscar uma nova proposta.

Enquanto não houver um novo acordo ou outra decisão da categoria, a greve segue por tempo indeterminado.

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Entenda o contexto

A greve dos empregados da Caixa começou em 10 de setembro após a rejeição da proposta apresentada para o novo acordo coletivo. O Saúde Caixa se tornou o principal ponto de divergência entre a instituição e os trabalhadores.

Durante a paralisação, o banco voltou à mesa de negociação e elevou para 9% da folha de pagamento o limite de sua participação no custeio do plano a partir de 2027. Também retirou a diferenciação das contribuições por idade e manteve o modelo solidário.

A nova proposta foi submetida aos empregados nesta segunda-feira (21). No resultado nacional, 59,3% dos participantes rejeitaram o acordo, mantendo a greve.

Com a continuidade da paralisação, as negociações permanecem abertas. Os canais digitais e remotos da Caixa continuam disponíveis, mas unidades atingidas pelo movimento podem manter limitações no atendimento presencial.

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