Mau tempo fecha o céu e amplia mistério sobre helicóptero desaparecido com Rick em SC

Busca intensa por helicóptero desaparecido em Santa Catarina enfrenta dificuldades devido ao mau tempo na região.
Redação NC News
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O desaparecimento do helicóptero Bell 430 que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e outras três pessoas entrou no segundo dia nesta terça-feira (22) cercado por duas certezas: as condições meteorológicas dificultam a operação de busca e ainda não há elementos suficientes para determinar o que aconteceu com a aeronave.

O helicóptero de matrícula PP-MGR decolou de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino à região de São Joaquim, na Serra, e não chegou ao ponto previsto. Até a manhã desta terça-feira, nenhum vestígio confirmado havia sido encontrado.

A chuva, a neblina, a baixa visibilidade e o relevo montanhoso impediram a realização de buscas aéreas durante parte da madrugada. As equipes terrestres, porém, continuaram avançando por áreas de mata enquanto aguardavam condições melhores para retomar os sobrevoos.

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Baixa visibilidade impediu buscas aéreas durante a madrugada

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina informou que as condições meteorológicas impediram os voos de busca durante a madrugada.

Com o céu fechado, as equipes mantiveram a procura por terra em uma região marcada por mata fechada, estradas de difícil acesso e relevo acidentado.

Mais de 20 bombeiros militares e comunitários participam da operação, apoiados por sete viaturas, dois cães de busca e dois drones térmicos.

Reforços de Lages, Curitibanos, Urubici e São Joaquim chegaram à área nesta manhã.

Buscas avançam por duas frentes

A estratégia dos bombeiros divide as equipes entre duas regiões consideradas prioritárias.

Uma frente atua próxima ao ponto associado à última comunicação conhecida da aeronave. Outra trabalha na região delimitada pelo cruzamento de informações de sinais de aparelhos celulares.

“Vamos atuar com duas frentes. A partir daqui, duas equipes vão ser direcionadas, uma para a área onde temos a informação da última comunicação da aeronave, e outra para onde fizemos o cruzamento de informações de sinais de aparelhos de telefone celular”, afirmou a tenente-coronel Heloísa Battisti, comandante do 5º Batalhão de Bombeiros Militar.

Os dois pontos ficam separados por aproximadamente 30 quilômetros, entre a região de Vacas Gordas, em Urubici, e a direção do Morro Agudo.

Sinal de celular não indica posição exata

Um dos elementos utilizados na operação são sinais captados por torres de telefonia relacionados aos aparelhos dos ocupantes.

Esses registros não funcionam como rastreamento em tempo real por GPS. Eles ajudam a delimitar uma região de interesse com base na torre e no quadrante em que houve comunicação.

Também não estava confirmado, na manhã desta terça-feira, a qual dos ocupantes pertencia o aparelho relacionado ao sinal usado na busca.

Por isso, a informação é tratada como pista para direcionar as equipes, e não como confirmação da localização do helicóptero.

Moradora relatou ter ouvido um estrondo

Outra pista chegou por meio do relato de uma moradora da região.

Segundo a comandante Heloísa Battisti, a mulher informou ter ouvido um estrondo forte.

A localização exata da testemunha não foi divulgada pelas autoridades.

O relato ainda precisa ser confrontado com outros elementos da operação e não confirma que o ruído tenha relação com o helicóptero desaparecido.

Mau tempo é confirmado, mas causa do desaparecimento continua desconhecida

A presença de chuva, neblina e baixa visibilidade na Serra catarinense está confirmada e afeta diretamente as equipes de busca.

Isso, porém, é diferente de afirmar que as condições meteorológicas provocaram o desaparecimento do Bell 430.

Até que a aeronave seja encontrada e informações sobre a trajetória do voo, sistemas de bordo e condições enfrentadas pelo piloto sejam analisadas, não é possível estabelecer uma causa provável.

Também não há confirmação pública de que o piloto estivesse tentando manter um voo visual em condições meteorológicas inadequadas.

Voo visual depende de referências externas

Em termos gerais, um voo realizado sob regras visuais depende de condições mínimas de visibilidade e distância das nuvens para que o piloto mantenha referências externas suficientes para conduzir a aeronave.

Quando essas condições deixam de atender aos mínimos previstos, entram em cena as regras e procedimentos de voo por instrumentos, desde que aeronave, piloto, planejamento e operação estejam habilitados para isso.

Condições de voo por instrumentos não significam, por si só, uma situação insegura. O próprio sistema brasileiro de controle do espaço aéreo prevê operações IFR justamente para cenários em que teto e visibilidade ficam abaixo dos parâmetros de voo visual.

No caso do PP-MGR, entretanto, ainda não foram divulgados dados suficientes para determinar publicamente sob quais regras o trecho crítico do voo estava sendo realizado.

Bell 430 é bimotor e tem oito assentos

O helicóptero desaparecido é um Bell 430 fabricado em 2001.

Segundo dados do Registro Aeronáutico Brasileiro consultados após o desaparecimento, a aeronave de matrícula PP-MGR estava registrada na categoria de transporte.

O modelo é bimotor e possui capacidade para oito ocupantes, incluindo o piloto.

O Bell 430 foi projetado para operações executivas e de transporte e possui versões e configurações aptas a operações por instrumentos. Isso, entretanto, não permite concluir automaticamente qual era a configuração operacional ou o regime de voo adotado pelo PP-MGR no momento do desaparecimento.

ELT pode ajudar buscas após uma emergência

Aeronaves podem contar com o Transmissor Localizador de Emergência, conhecido pela sigla ELT.

O equipamento pode ser acionado manualmente ou automaticamente em caso de impacto e transmitir um alerta em frequências internacionais de emergência.

“É um equipamento de rádio para uso aeronáutico, acionado manualmente ou automaticamente em casos de impacto”, define o Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

As balizas modernas de 406 MHz são integradas ao sistema internacional COSPAS-SARSAT. No Brasil, o alerta é processado pelo Centro Brasileiro de Controle de Missão e encaminhado aos centros responsáveis por Busca e Salvamento.

Até a manhã desta terça-feira, porém, não havia informação pública de que um sinal de ELT do PP-MGR tivesse sido recebido pelas autoridades.

ELT não é garantia automática de localização

Mesmo em aeronaves equipadas com baliza de emergência, a existência do dispositivo não significa que uma localização será necessariamente obtida após qualquer ocorrência.

O funcionamento depende do acionamento da baliza, da integridade do equipamento, da emissão do sinal e das condições em que o transmissor termina após um eventual acidente.

Por isso, missões de busca combinam diferentes fontes de informação, como comunicações, dados de telefonia, relatos de testemunhas e varredura terrestre e aérea.

No caso do helicóptero com Rick, são justamente essas diferentes pistas que estão sendo cruzadas pelas equipes.

FAB mobilizou aeronaves especializadas

A Força Aérea Brasileira participa da operação por meio do sistema de Busca e Salvamento coordenado pelo Salvaero Curitiba.

Entre as aeronaves mobilizadas estão helicópteros H-60 Black Hawk e um SC-105 Amazonas, utilizados em missões de busca e salvamento.

A utilização efetiva dos meios aéreos depende das condições meteorológicas e da segurança operacional em cada área.

Durante a madrugada, a baixa visibilidade impediu os sobrevoos, enquanto as equipes terrestres permaneceram em campo.

Prefeitura proíbe drones particulares na região das buscas

A mobilização de voluntários levou a Prefeitura de Urubici a pedir organização na área de procura.

O prefeito Leandro de Souza Corrêa informou que drones e aeronaves particulares não devem entrar nas regiões em que as equipes oficiais trabalham.

“Toda ajuda será bem-vinda. Porém, nas localizações onde nós estamos fazendo a procura, está proibido qualquer voo de aeronave ou drone”, afirmou o prefeito.

A restrição busca evitar conflitos no espaço aéreo e interferências nas aeronaves e drones empregados pelos órgãos responsáveis pela operação.

Rick e outras três pessoas estavam a bordo

As informações divulgadas pelas equipes dos envolvidos indicam quatro ocupantes na aeronave.

Além de Rick, estavam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto, cuja identidade não havia sido oficialmente divulgada nas primeiras atualizações.

O grupo havia partido de Porto Belo e seguia para a região de São Joaquim.

Até a manhã desta terça-feira, não havia informação oficial sobre as condições dos quatro ocupantes.

Investigação sobre causas só poderá avançar após localização

A busca e o salvamento são a prioridade neste momento.

Somente depois da localização da aeronave será possível reunir elementos concretos para uma investigação técnica sobre o que aconteceu.

Uma apuração aeronáutica pode analisar informações como planejamento do voo, condições meteorológicas, comunicações, qualificação da tripulação, manutenção, funcionamento dos sistemas e evidências encontradas na aeronave.

Antes disso, atribuir o desaparecimento a erro humano, clima, falha mecânica ou qualquer outro fator permanece no campo da especulação.

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Entenda O Contexto

O Bell 430 de matrícula PP-MGR desapareceu na segunda-feira (21) depois de decolar de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino à região de São Joaquim.

A Força Aérea Brasileira acionou o Salvaero Curitiba, enquanto Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e outras equipes iniciaram buscas terrestres na Serra catarinense.

Nesta terça-feira, mais de 20 bombeiros, sete viaturas, dois cães e dois drones térmicos participam da operação. A busca se concentra principalmente entre Vacas Gordas, em Urubici, e a direção do Morro Agudo.

A chuva e a baixa visibilidade impediram operações aéreas durante a madrugada. Essa dificuldade meteorológica está confirmada, mas não existe até agora informação oficial de que o tempo tenha causado o desaparecimento.

Também não há confirmação pública de que o ELT da aeronave tenha sido acionado ou de que o Bell 430 estivesse operando sob regras de voo visual no momento em que perdeu contato. Qualquer conclusão sobre causa deverá esperar a localização da aeronave e a investigação técnica.

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