Marina Silva chama discurso de Lula na ONU de “documento histórico”

Candidata ao Senado afirmou que presidente demonstrou “coragem e valentia” ao defender a soberania brasileira durante fala na Assembleia Geral das Nações Unidas
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) classificou como um “documento histórico” o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22), em Nova York. A declaração foi feita horas depois de o brasileiro ocupar a tribuna da ONU e defender a soberania nacional diante das atuais tensões internacionais.

Durante uma plenária de mobilização política em São Paulo, Marina elogiou a postura de Lula e afirmou que o pronunciamento exigiu “coragem e valentia”. A candidata associou essa avaliação principalmente à defesa feita pelo presidente da autonomia brasileira nas relações com outras potências.

 

 

Marina diz que discurso deve ser guardado como registro histórico

Ao comentar a participação de Lula na ONU, Marina afirmou que o pronunciamento deveria ser preservado como registro do atual momento político internacional.

“Temos que pegar aquele discurso e guardá-lo como documento histórico”, declarou a candidata.

Marina também argumentou que defender a soberania exige coragem diante da desigualdade de poder entre os países, especialmente quando a discussão envolve grandes potências militares.

Leia também:

Lula defende soberania e critica interferência estrangeira em discurso na ONU

 

Marina destaca defesa da soberania

A candidata ao Senado retomou um dos trechos de maior repercussão do pronunciamento de Lula: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. A frase foi usada pelo presidente ao abordar soberania, multilateralismo e as relações entre os países.

Marina relacionou a declaração às atuais tensões internacionais e afirmou que o Brasil precisa defender seus interesses mesmo diante de países com maior poder econômico e militar.

“É aquela coragem que precisamos, que, mesmo sabendo que não há igualdade de meios para enfrentar o adversário, principalmente quando se trata de uma potência bélica, como é o caso dos Estados Unidos”, afirmou.

As declarações representam a avaliação política de Marina sobre o discurso presidencial e sobre as relações internacionais do Brasil.

 

Lula levou soberania e eleições à tribuna da ONU

Durante o pronunciamento em Nova York, Lula colocou a soberania entre os principais temas de sua fala e defendeu que os países tenham autonomia para conduzir seus próprios assuntos políticos e institucionais.

O presidente também levou as eleições brasileiras ao discurso. Ao mencionar a votação marcada para 4 de outubro, afirmou que o país possui um sistema eleitoral “moderno e robusto” e disse que não permitirá interferências externas na vontade popular.

Em outro momento, Lula contrapôs “soberania ou subordinação” e declarou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

 

Discurso abordou multilateralismo e Conselho de Segurança

Lula também defendeu o fortalecimento do multilateralismo e voltou a cobrar mudanças nas instituições internacionais, incluindo a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Brasil sustenta há anos que a composição atual do órgão não representa adequadamente a distribuição de poder do mundo contemporâneo e defende maior participação de países em desenvolvimento nas decisões internacionais.

O pronunciamento ainda passou por temas como conflitos internacionais, meio ambiente, inteligência artificial, regulação das grandes plataformas digitais, comércio e combate ao crime organizado.

 

Pix também apareceu no pronunciamento

O presidente mencionou ainda o Pix dentro das discussões envolvendo soberania econômica e tecnológica. O sistema brasileiro de pagamentos passou a integrar as divergências recentes entre Brasília e Washington.

O governo brasileiro sustenta que o Pix é uma infraestrutura pública de pagamentos e rejeita pressões externas sobre o funcionamento do sistema.

 

Plenária reuniu aliados em São Paulo

A manifestação de Marina ocorreu durante uma plenária de mobilização realizada no Espaço Cultural Elza Soares, na região central de São Paulo.

O evento reuniu integrantes e candidatos de partidos aliados de Lula, além de representantes de movimentos sociais, centrais sindicais, organizações da sociedade civil, juristas e artistas.

Entre os participantes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato à reeleição; o presidente nacional do PT, Edinho Silva; Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo; e Marina Silva e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado.

Veja também:

Lula faz último discurso do mandato na ONU com soberania, guerras e Trump no radar

 

Entenda o contexto

O discurso de Lula ocorreu na abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O Brasil tradicionalmente é o primeiro país a ocupar a tribuna entre os Estados-membros, seguido pelos Estados Unidos.

A participação ocorreu a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para 4 de outubro, e em um período de divergências entre os governos brasileiro e norte-americano.

Ao comentar o pronunciamento horas depois, Marina apresentou uma avaliação positiva da atuação de Lula e associou a fala à defesa da soberania brasileira. A declaração de que o discurso deveria ser tratado como “documento histórico” representa a avaliação política da candidata ao Senado.

Mais lidas do NC News:

Lula faz último discurso do mandato na ONU com soberania, guerras e Trump no radar

Rick deixa dois filhos e quatro netos após quatro décadas ao lado da esposa

Câmeras revelam últimas horas de Isabelle; namorado segue sem ser localizado pela polícia

Carregar Comentários