Polícia Civil faz operação contra suspeita de aplicar golpe do falso familiar no Rio

Investigada é suspeita de se passar pelo filho de uma mulher para pedir transferências bancárias; vítima teve prejuízo de quase R$ 3 mil
Redação NC News
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A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (23) a Operação Impostor para cumprir um mandado de busca e apreensão contra uma mulher investigada por suspeita de estelionato. Segundo as investigações, ela teria participado do chamado golpe do falso familiar, aplicado contra uma mulher que acreditou estar conversando com o próprio filho.

De acordo com a polícia, a vítima recebeu mensagens de um número de telefone que utilizava o nome e a foto de perfil do filho. Durante a conversa, o criminoso teria pedido dinheiro sob a justificativa de que precisava pagar algumas contas.

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Entenda o que aconteceu

Segundo a investigação, a vítima, identificada pela polícia como Francisca, realizou depósitos após receber os pedidos de dinheiro. Ao todo, o prejuízo chegou a R$ 2.979,43.

A fraude começou a ser investigada pela Polícia Civil a partir dos registros das conversas e das movimentações financeiras relacionadas ao caso.

Investigação rastreou contas e aparelhos

Durante as diligências, os investigadores buscaram informações bancárias e dados relacionados à conta do WhatsApp utilizada no contato com a vítima.

Também foram analisados registros de conexão, dados fornecidos por operadoras de telefonia e informações técnicas disponibilizadas por provedores de internet e aplicativos.

Segundo a Polícia Civil, o cruzamento dessas informações permitiu estabelecer uma ligação entre a estrutura utilizada no golpe e Thays Mendes da Cruz, alvo da medida judicial.

Polícia cumpre mandado de busca e apreensão

Com autorização da Justiça, agentes da Divisão de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DVRCC) foram até o endereço relacionado à investigada para cumprir o mandado.

Durante a ação, os policiais apreenderam celulares e documentos considerados relevantes para a investigação.

Thays foi conduzida para a sede da DVRCC, onde prestou esclarecimentos.

A operação busca reunir novos elementos sobre a possível participação da investigada no crime e verificar se outras pessoas podem estar envolvidas.

Celulares serão analisados pela perícia

De acordo com a Polícia Civil, os equipamentos apreendidos serão submetidos à análise pericial dentro dos limites autorizados pela Justiça.

O objetivo é verificar possíveis vínculos entre os aparelhos, contas utilizadas na fraude e demais elementos identificados durante a investigação.

A perícia também poderá ajudar os investigadores a esclarecer a dinâmica do golpe e verificar se houve participação de outras pessoas.

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O que é o golpe do falso familiar

Nesse tipo de fraude, o criminoso entra em contato com a vítima se passando por um parente ou pessoa próxima.

Normalmente, utiliza nome, fotografia e informações disponíveis nas redes sociais para convencer a vítima de que a conversa é verdadeira.

Depois de estabelecer a confiança, o golpista afirma que precisa de dinheiro com urgência e solicita transferências ou depósitos.

A Polícia Civil orienta que, antes de enviar qualquer valor, a pessoa confirme a identidade do suposto familiar por outro telefone ou pessoalmente.

Investigação continua

A investigação continua com a análise do material apreendido. A Polícia Civil pretende identificar novos elementos que possam esclarecer a participação individual dos envolvidos e verificar se existem outras vítimas ou integrantes do esquema.

Thays é investigada pelo crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal. A apuração ainda não representa uma condenação.

Entenda o contexto

O chamado golpe do falso familiar ganhou espaço com o uso de aplicativos de mensagens. Os criminosos costumam utilizar informações e fotografias disponíveis na internet para criar perfis que aparentam pertencer a parentes ou pessoas conhecidas.

No caso investigado pela Operação Impostor, a Polícia Civil afirma que o contato utilizado na abordagem da vítima estava associado a dados que, após o cruzamento de informações, levaram os investigadores até a suspeita.

As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e verificar a existência de outras possíveis vítimas.

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