Greve da Caixa continua após impasse e banco recorre ao TST por acordo coletivo

Paralisação chega ao 15º dia sem consenso entre instituição e empregados; principal ponto de conflito é o plano de saúde dos trabalhadores
Redação NC News
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A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal continua nesta quinta-feira (24) após uma nova rodada de negociações terminar sem acordo entre o banco e os trabalhadores. A instituição decidiu recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para buscar uma solução para o impasse envolvendo o Acordo Coletivo de Trabalho. A paralisação chegou ao 15º dia e tem como principal ponto de divergência o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. Enquanto a direção do banco defende mudanças no modelo de custeio, os trabalhadores questionam o aumento dos valores pagos por empregados, aposentados e dependentes.
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Caixa aciona Justiça após negociações fracassarem

A Caixa informou que entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho após as tentativas de negociação não chegarem a um acordo. Segundo o banco, a medida busca uma solução com segurança jurídica para as partes envolvidas. A instituição afirma que apresentou diferentes propostas durante as negociações, mas não houve consenso com os representantes dos trabalhadores. O dissídio coletivo permite que a Justiça do Trabalho analise o conflito e estabeleça regras para o acordo entre empresa e empregados.

Plano de saúde é principal impasse

O Saúde Caixa se tornou o principal ponto de discordância nas negociações. Os trabalhadores questionam alterações no modelo de financiamento do plano e afirmam que as mudanças poderiam aumentar os custos para empregados, aposentados e dependentes. A Caixa apresentou propostas para alterar o custeio do benefício, incluindo aumento da participação do banco no financiamento do plano a partir de 2027. Mesmo após mudanças apresentadas pela instituição, a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleias.

Greve começou em 10 de setembro

A paralisação nacional dos empregados da Caixa começou em 10 de setembro, após a categoria rejeitar uma proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Segundo representantes dos trabalhadores, a decisão ocorreu após assembleias em diferentes regiões do país. A categoria mantém a greve por tempo indeterminado enquanto aguarda novos encaminhamentos nas negociações.
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Como ficam os serviços para clientes

Apesar da greve, os principais serviços digitais da Caixa continuam funcionando. Clientes podem utilizar aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui para operações como pagamentos, transferências e movimentações financeiras. A paralisação afeta principalmente o atendimento presencial nas agências e serviços que dependem diretamente dos funcionários. O pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, segue normalmente durante a greve, conforme calendário definido pelo governo.

O que está em negociação

Além do Saúde Caixa, as negociações envolvem outros pontos do Acordo Coletivo de Trabalho, incluindo questões salariais, benefícios e condições de trabalho. A proposta apresentada pela Caixa previa reajustes e mudanças em diferentes itens do acordo, mas os trabalhadores avaliaram que ainda havia pontos sem consenso. Com a ida do caso ao TST, uma eventual definição poderá ser feita pela Justiça do Trabalho caso banco e empregados não cheguem a um entendimento.

Entenda o contexto

A greve da Caixa ocorre em meio às negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028. Enquanto trabalhadores defendem mudanças na proposta apresentada pelo banco, a Caixa afirma que buscou alternativas durante as negociações e que o recurso ao TST busca uma solução para o conflito. Até o momento, a paralisação continua sem prazo definido para encerramento.
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