Incêndio destrói área equivalente a 50 campos de futebol no Amazonas

Bombeiros levaram mais de 35 horas para controlar as chamas às margens da AM-070, em Iranduba; Polícia Civil investiga suspeita de crime ambiental
Redação NC News
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Um incêndio de grandes proporções devastou uma Área de Proteção Permanente (APP) às margens da rodovia AM-070, em Iranduba, município da Região Metropolitana de Manaus. Segundo estimativa do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), a área atingida pelas chamas equivale a aproximadamente 50 campos de futebol.

O fogo começou na terça-feira e exigiu uma longa operação para ser controlado. Mais de 30 agentes foram mobilizados e trabalharam por mais de 35 horas no combate às chamas. Após conter o avanço do incêndio, as equipes iniciaram o trabalho de rescaldo para eliminar focos remanescentes e impedir que o fogo volte a se espalhar.

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Fogo deixa rastro de destruição às margens da AM-070

Imagens registradas na região mostram a dimensão dos danos provocados pelo incêndio. A área atingida fica às margens da AM-070, importante rodovia estadual que liga Manaus a municípios como Iranduba e Manacapuru.

Além da vegetação destruída e dos impactos sobre a fauna local, as chamas também alcançaram estruturas próximas e provocaram transtornos para moradores e comerciantes da região.

A fiação local foi atingida pelo fogo e cabos de fibra óptica se romperam. Como consequência, serviços de internet e telefonia apresentaram instabilidade em três municípios: Iranduba, Manacapuru e Novo Airão.

O impacto foi sentido principalmente por moradores e estabelecimentos que dependem desses serviços para atividades cotidianas e comerciais.

Comerciante relata impacto do incêndio

Rosana Evangelista, comerciante da área afetada, acompanhou os danos provocados pelas chamas e relatou tristeza diante da destruição da vegetação.

“Ver a mata consumida dessa forma traz muita tristeza e inconformismo. Além do prejuízo para quem trabalha aqui perto, o transtorno com a queda da fiação prejudicou todo mundo”, afirmou.

Enquanto os moradores avaliam os impactos, o trabalho dos bombeiros continua concentrado nos pontos que ainda apresentam risco de reignição.

Bombeiros fazem rescaldo para evitar novos focos

Mesmo depois de um incêndio ser considerado controlado, pequenos focos podem permanecer ativos entre a vegetação, no solo ou em materiais queimados. Por isso, as equipes permanecem na região realizando o rescaldo.

O objetivo é localizar e extinguir esses pontos antes que as chamas recuperem força e voltem a avançar pela vegetação.

A preocupação é ainda maior diante da extensão da área atingida. De acordo com a estimativa apresentada pelos bombeiros, o incêndio percorreu uma superfície equivalente a cerca de 50 campos de futebol.

Polícia Civil investiga possível crime ambiental

A origem do incêndio ainda não foi esclarecida e passou a ser investigada pela Polícia Civil do Amazonas.

As autoridades trabalham com duas possibilidades: o fogo pode ter sido provocado pelo impacto de um raio ou ter origem em uma ação humana. A suspeita de uma queimada criminosa está entre as linhas consideradas na apuração.

O coronel Allan Barreiros, do Corpo de Bombeiros, afirmou que existem indícios de que as chamas possam ter sido iniciadas intencionalmente. A confirmação da origem do incêndio, entretanto, dependerá do avanço das investigações.

A apuração deverá buscar elementos que permitam determinar onde o fogo começou e se houve participação humana no episódio.

Bombeiros reforçam alerta contra queimadas

Diante da dimensão do incêndio, o Corpo de Bombeiros reforçou o alerta sobre os riscos de colocar fogo em vegetação ou lixo, especialmente quando as condições ambientais favorecem a propagação rápida das chamas.

“A orientação dos bombeiros é enfática: evite atear fogo em qualquer tipo de vegetação ou lixo. Uma pequena fagulha em área seca pode fugir do controle e causar um desastre ambiental dessa magnitude”, alertou o coronel Allan Barreiros.

Com o incêndio controlado, o trabalho agora se concentra em impedir o surgimento de novos focos e acompanhar a área afetada. Paralelamente, a investigação da Polícia Civil deverá tentar esclarecer o que provocou o fogo e se houve crime ambiental.

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