Fim das bets movimenta mundo dos famosos; veja quem apoiou e quem criticou

Anitta, Luana Piovani e Luisa Mell celebraram a proibição, enquanto Jojo Todynho, Davi Brito e outros influenciadores defenderam o mercado regulado
Redação NC News
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A proibição das bets no Brasil abriu uma divisão entre artistas e influenciadores que vai além das apostas. De um lado, nomes como Anitta, Luana Piovani, Luisa Mell e Felipe Neto comemoraram ou defenderam a medida. Do outro, criadores como Jojo Todynho, Davi Brito e Jon Vlogs aderiram a manifestações em defesa do mercado regulado.

A discussão ganhou força depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na sexta-feira (25), a Medida Provisória 1.394/2026. O texto proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa e estabeleceu uma transição para o encerramento das plataformas no país. A MP já produz efeitos, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional.

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Anitta comemora e retoma críticas às apostas

Anitta está entre os nomes que celebraram a decisão. Após o anúncio, a cantora reagiu positivamente nas redes sociais e voltou ao centro de uma discussão que já vinha travando publicamente havia meses.

Em maio, antes da proibição, Anitta criticou a publicidade feita por influenciadores e afirmou que a promessa de ganho fácil poderia prejudicar principalmente pessoas de menor renda. A cantora também já havia revelado que recebeu convite para associar sua imagem a uma plataforma, mas decidiu não aceitar após pesquisar sobre o funcionamento do setor.

Após a publicação da MP, Anitta voltou a comemorar a medida e aproveitou a manifestação para defender outra pauta, o fim da escala de trabalho 6×1.

Anitta comemora o fim das bets no Brasil e reforça críticas ao mercado de apostas.

Luana Piovani e Luisa Mell também celebraram

Luana Piovani também se posicionou favoravelmente ao fim das bets. A atriz compartilhou uma publicação que ironizava influenciadores ligados à divulgação das plataformas de apostas.

Luisa Mell classificou a decisão como um “momento histórico” e relacionou seu posicionamento aos problemas sociais provocados pelo vício em jogos.

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Felipe Neto diz que divulgar bets foi a “pior coisa” que fez

Felipe Neto adotou uma posição diferente de simplesmente comemorar a proibição: o influenciador relembrou a própria participação em campanhas do setor e declarou arrependimento.

“Foi a pior coisa que fiz na vida.”

Felipe afirmou que errou ao aceitar publicidade de casas de apostas e declarou estar “100% do lado da proibição das bets”. O influenciador também defendeu mecanismos para impedir que criadores brasileiros passem a divulgar plataformas ilegais a partir do exterior.

A declaração chamou atenção justamente porque Felipe esteve entre os grandes influenciadores que, no passado, associaram suas imagens ao mercado de apostas.

Felipe Neto apoia o fim das bets e admite arrependimento por já ter divulgado casas de apostas.

Outros famosos já rejeitavam publicidade de apostas

A resistência de artistas e influenciadores às bets não começou com a decisão do governo. Lucas Lima, Padre Fábio de Melo, Padre Patrick, Simone Mendes e Camilla de Lucas já haviam se manifestado contra a divulgação desse tipo de plataforma.

Lucas Lima chegou a mostrar uma proposta comercial que recusou. Padre Fábio de Melo também fez alertas públicos sobre a responsabilidade de influenciadores que promovem jogos para milhões de seguidores.

Padre Patrick afirmou anteriormente que recusou propostas para divulgar apostas e chegou a participar do debate público sobre o tema durante a CPI das Bets.

Simone Mendes também teve o nome envolvido na discussão depois que o marido e empresário, Kaká Diniz, afirmou que a cantora recusou uma proposta milionária para divulgar uma plataforma.

Jojo Todynho, Davi Brito e influenciadores defendem mercado regulado

No outro lado da discussão, um grupo de influenciadores publicou mensagens em defesa das apostas regulamentadas. Jojo Todynho, Davi Brito, Jon Vlogs, Mari Menezes e Apoline estão entre os nomes que participaram da mobilização divulgada nas redes sociais.

As publicações foram acompanhadas por um manifesto em defesa do setor. O principal argumento apresentado pelo grupo é que extinguir as plataformas legalizadas não acabaria com as apostas, mas poderia levar usuários para sites clandestinos sem fiscalização brasileira.

Jojo Todynho já havia defendido anteriormente a publicidade de plataformas autorizadas. Em abril, a cantora afirmou que fazia propaganda de uma empresa legalizada e questionou críticas direcionadas a influenciadores contratados pelo setor.

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Davi Brito também apareceu entre os participantes da mobilização contrária à proibição. O vencedor do BBB 24 compartilhou conteúdo em defesa do mercado regulamentado.

Jon Vlogs critica proibição e alerta para mercado ilegal

Jon Vlogs, conhecido também pela ligação publicitária com o segmento, criticou a decisão. Assim como outros influenciadores contrários à MP, ele sustenta que a proibição das empresas regulamentadas pode favorecer plataformas clandestinas.

Jon Vlogs critica o fim das bets e defende a manutenção de um mercado regulamentado de apostas.

As críticas representam as posições dos influenciadores. A medida do governo foi justificada, entre outros pontos, pelos impactos das apostas sobre endividamento, saúde pública e comportamento compulsivo.
faça um parágrafo sobre o Nobru – Nobru fala sobre a proibição das BETS: “No mês que eu anuncio que vou ser pai, a minha mulher querendo fazer chá revelação aí de trezentos mil reais, querendo fazer enxoval na gringa, um monte de dívida, um monte de coisa aí pra pagar, pra acontecer.”

Nobru lamenta fim das bets, enquanto Rico Melquiades anuncia ida para Portugal

Nobru também criticou a proibição das bets e afirmou que a mudança chegou em um momento de aumento das despesas pessoais, após anunciar que será pai. Durante uma live, o influenciador citou planos da companheira para realizar um chá revelação de R$ 300 mil, fazer o enxoval no exterior e outros compromissos financeiros.

“No mês que eu anuncio que vou ser pai, a minha mulher querendo fazer chá revelação aí de trezentos mil reais, querendo fazer enxoval na gringa, um monte de dívida, um monte de coisa aí pra pagar, pra acontecer”, declarou.

Rico Melquiades, por sua vez, anunciou que estava deixando o Brasil e seguindo para Portugal no mesmo dia em que foi publicada a medida que proibiu as bets. O influenciador alagoano, que já fez publicidade para empresas de apostas, mostrou nas redes sociais momentos da viagem. A coincidência entre os dois acontecimentos gerou comentários entre seguidores, mas o anúncio da mudança, isoladamente, não permite afirmar que a ida para Portugal tenha ocorrido por causa da proibição das apostas.

O influencer Rico Melquiades depõe à CPI das Bets, no Senado, no dia 14 de maio de 2025 — Foto: TV Senado/Reprodução

Debate envolve contratos milionários

A reação dos famosos também expõe o tamanho da ligação construída entre o mercado de apostas e a publicidade digital nos últimos anos. Casas de apostas passaram a investir em contratos com artistas, influenciadores, clubes de futebol e grandes eventos para ampliar o alcance das marcas.

Com a MP, a publicidade do setor também entra no cronograma de encerramento. Isso afeta diretamente criadores de conteúdo que mantinham contratos comerciais com as plataformas.

O impacto não fica restrito às redes sociais. O futebol brasileiro, por exemplo, também terá de se adaptar à retirada das marcas de casas de apostas de patrocínios e materiais publicitários.

Próximos passos

A Medida Provisória 1.394/2026 tem força de lei desde sua publicação, mas depende do Congresso para continuar válida de forma definitiva. O texto estabeleceu ainda um período de transição para que empresas encerrem operações e devolvam os valores pertencentes aos apostadores.

Enquanto governo, Congresso e empresas discutem os efeitos jurídicos e econômicos da mudança, a divisão entre os famosos transformou as redes sociais em outra frente do debate: parte deles vê a proibição como uma resposta aos danos associados às apostas, enquanto outro grupo sustenta que a regulamentação seria mais eficaz do que retirar as plataformas legalizadas do mercado.

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