Cleitinho e Patrus viram foco de ataques no último debate para o governo de MG

Encontro da Globo reuniu pela primeira vez os seis principais candidatos e teve embates sobre dívida, segurança, servidores, transporte e alianças políticas
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O último debate entre os candidatos ao Governo de Minas Gerais antes do primeiro turno reuniu, pela primeira vez na campanha, os seis principais concorrentes no mesmo palco. O encontro foi realizado pela TV Globo na noite desta terça-feira (29), em Belo Horizonte. Participaram Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT). O debate teve discussões sobre a dívida de Minas, segurança pública, feminicídio, servidores, transporte, educação, desenvolvimento regional e alianças políticas.

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Dívida de Minas abre o confronto

O primeiro tema discutido foi a dívida do estado com a União. Patrus Ananias afirmou que, caso seja eleito, pretende negociar um prazo maior para o pagamento. O candidato reconheceu que o débito precisa ser quitado, mas defendeu que Minas também enfrente o que chamou de “dívida social”, com investimentos em áreas como saúde, educação e segurança.

Questionado por Flávio Roscoe sobre a origem dos recursos, Patrus citou a revisão de benefícios tributários concedidos pelo estado e afirmou que pretende rever isenções fiscais.

Reajuste dos servidores gera embate

Gabriel Azevedo e Cleitinho discutiram a política de reajuste dos servidores públicos. Gabriel citou sua experiência à frente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e defendeu uma mesa permanente de negociação com as categorias.

Cleitinho prometeu recomposição anual para as diferentes categorias e destacou especialmente os profissionais das áreas de segurança, saúde e educação.

Segurança coloca facções no centro da discussão

Gabriel Azevedo questionou Alexandre Kalil sobre o uso de bloqueadores de sinal de celular nos presídios. Kalil respondeu que considera prioritária a recomposição do efetivo das forças policiais e criticou o déficit de pessoal da Polícia Civil.

Gabriel afirmou que pretende instalar bloqueadores em todos os presídios e criar um centro integrado de inteligência criminal com participação da Polícia Federal. Durante a discussão, fez referência à atuação de organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.

Feminicídio provoca choque entre Cleitinho e Simões

Mateus Simões questionou Cleitinho sobre investimentos em segurança pública e citou recursos destinados à área. O senador respondeu que cabe ao Executivo estadual a responsabilidade direta pela aplicação das políticas de segurança.

Cleitinho também defendeu ações educativas nas escolas como forma de prevenção à violência contra as mulheres. Simões destacou medidas adotadas durante a atual gestão, incluindo a ampliação de estruturas de atendimento às mulheres e da Patrulha Maria da Penha.

Patrus e Simões discutem turismo e cultura

Patrus defendeu o fortalecimento do turismo e da cultura como instrumentos de geração de emprego e renda, com destaque para cidades históricas, patrimônio cultural e potencial natural de Minas Gerais.

Mateus Simões respondeu criticando a distribuição de recursos para a cultura em administrações anteriores e afirmou que sua gestão ampliou a participação do interior nos investimentos.

Transporte metropolitano fecha o primeiro bloco

Alexandre Kalil e Flávio Roscoe travaram o último embate do primeiro bloco sobre transporte público. Roscoe defendeu mudanças na integração do sistema metropolitano, ampliação de horários e melhorias na rede de transporte sobre trilhos.

Kalil concentrou suas críticas nos subsídios pagos às empresas de ônibus e relembrou medidas adotadas durante sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Cleitinho e Patrus também são cobrados

Ao longo do debate, Cleitinho foi questionado por adversários sobre alianças e relações políticas. Patrus, por sua vez, voltou a ser cobrado pela ausência em debates anteriores e pela gestão do ex-governador Fernando Pimentel, também do PT.

As discussões sobre administrações passadas se repetiram em diferentes momentos do encontro, com candidatos relacionando propostas atuais a decisões tomadas em governos anteriores.

Desenvolvimento regional entra no terceiro bloco

O terceiro bloco foi organizado a partir de regiões sorteadas de Minas. Os candidatos discutiram temas específicos do Sul de Minas, Região Central, Centro-Oeste, Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Triângulo Mineiro e Norte de Minas.

Questões como infraestrutura, saúde, desenvolvimento econômico, educação e investimentos regionais apareceram nas perguntas, levando os candidatos a apresentar propostas voltadas a diferentes partes do estado.

Alianças políticas dominam a reta final

No último bloco, os candidatos voltaram a discutir alianças políticas e investimentos. Cleitinho e Mateus Simões tiveram novo confronto, enquanto Simões e Roscoe falaram sobre projetos para atrair recursos para Minas.

Alexandre Kalil também foi questionado sobre alianças, e Gabriel Azevedo discutiu com Patrus questões ligadas ao governo de Fernando Pimentel. O encontro terminou com as considerações finais dos seis candidatos.

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