Enquanto o caso da “santinha” ocupa STF, TSE e os palanques de Lula e Flávio — substituindo na ordem do dia as relações promíscuas de ministros dos tribunais com banqueiro preso —, o PT vai tentando cooptar os 75% (AtlasIntel) da população que aprovaram o fim das Bets.
Ainda hoje esse impacto não foi mensurado. Mas o prazo de validade da tentativa de usufruto é elástico: até 27 de outubro (2º turno).
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Resultados incertos
O êxito do seu aproveitamento, no entanto, é incerto. Dependente que é do resultado das urnas de domingo.
Dali sairão deputados federais satisfeitos com uma reeleição, mas também aqueles desapontados com a derrota. Ânimo que pode migrar para a tramitação da MP das Bets. Considerada uma bala de prata para Lula.
A carta que Lula guarda para 2027
Lula tem a seu favor que pode ser reeleito. E aí poderia, legalmente, reeditar a MP em março de 2027, quando expiram os 120 dias, superando a proibição constitucional.
Mas tem a estibordo a bancada das Bets no Congresso. O mesmo grupo com que Lula foi obrigado a negociar para regulamentar os jogos em 2023, especialmente na redução da taxação para 12%, atendendo o setor.
Os novos argumentos da bancada
Bancada que, agora, teria mais argumentos. Além dos R$ 30 milhões de outorga cobrados pelo governo para cada empresa — que teria que devolver — tem os impostos renunciados e a expansão dos jogos do bicho e das bets clandestinas que explodiram após a MP de Lula.
E ainda os times de futebol e suas torcidas. Inclusive o curingão, de Lula.
Dificuldades, tudo indica, tão somente para criar oportunidade a facilidades.
Mas que dão a Moraes, Mendonça, Nunes Marques e Fux um oceano de tranquilidade, lá isto dão.
“E la nave va”.