O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. Aos 49 anos, ele deixa o Legislativo para integrar a Corte responsável pelo controle externo da administração pública federal.
Pacheco passa a ocupar a cadeira deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao tribunal para atuar na iniciativa privada. A nomeação do ex-senador foi publicada no Diário Oficial da União após a conclusão do processo de escolha pelo Congresso Nacional.
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Congresso aprovou indicação de Pacheco
O nome de Pacheco foi indicado para uma das cadeiras do TCU destinadas ao Senado. A escolha recebeu 63 votos favoráveis e quatro contrários entre os senadores em 1º de setembro.
No dia seguinte, a Câmara dos Deputados confirmou a indicação por 404 votos a favor, 61 contra e uma abstenção. Concluída a tramitação no Legislativo, a nomeação foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pacheco presidiu o Senado por dois mandatos
Nascido em Porto Velho, em Rondônia, e criado em Minas Gerais, Rodrigo Pacheco é advogado e iniciou sua trajetória no Congresso como deputado federal. Em 2018, foi eleito senador por Minas Gerais.
No Senado, chegou à presidência da Casa e exerceu dois mandatos consecutivos no comando do Legislativo. Durante o período, também presidiu o Congresso Nacional.
Antes da definição de sua ida para o TCU, Pacheco teve o nome mencionado nas articulações para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também foi sondado para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, mas optou por não concorrer.
TCU volta a ter nove ministros
Com a posse de Rodrigo Pacheco, o Tribunal de Contas da União volta a contar com nove ministros titulares. A Corte auxilia o Congresso Nacional no controle externo e fiscaliza, entre outros pontos, a aplicação de recursos públicos federais.
Pela Constituição, seis ministros do TCU são escolhidos pelo Congresso Nacional, sendo três pela Câmara e três pelo Senado. Outros três são indicados pelo presidente da República, com aprovação do Senado.
Os ministros permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos. Aos 49 anos, Pacheco poderá permanecer na Corte por aproximadamente 26 anos, caso fique no posto até atingir a idade limite.