O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (1º) que a TV Globo inclua Renan Santos (Missão) no debate presidencial marcado para a noite desta quinta. A decisão foi tomada poucas horas antes do início do último confronto promovido pela emissora antes do primeiro turno.
A determinação muda a situação do candidato, que havia recebido decisões desfavoráveis em tentativas anteriores de garantir judicialmente sua presença no encontro. Mais cedo, a ministra Cármen Lúcia rejeitou uma ação apresentada pelo Missão, e, na quarta-feira (30), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, também havia negado um pedido do candidato.
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Cármen Lúcia rejeita pedido para incluir Renan Santos em debate da Globo
Decisão garante Renan Santos no debate
A nova decisão foi proferida por Gilmar Mendes após uma petição apresentada pelo Solidariedade, partido presidido pelo deputado federal Paulinho da Força.
O partido pediu uma decisão urgente e argumentou que a exclusão de Renan poderia causar um prejuízo irreversível, uma vez que uma decisão posterior ao debate não permitiria ao candidato recuperar a oportunidade de participar do confronto nem ao eleitor ouvi-lo naquele espaço.
A decisão de Gilmar tem efeito imediato e determina que a emissora inclua o candidato do Missão no encontro desta quinta-feira.
Cármen Lúcia havia rejeitado pedido horas antes
A determinação ocorre horas depois de Cármen Lúcia rejeitar uma tentativa do próprio Missão de levar a discussão ao Supremo.
O partido havia apresentado uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para tentar garantir a participação de Renan.
Cármen Lúcia não chegou a analisar o mérito da reivindicação. A ministra considerou inadequado o instrumento jurídico utilizado e destacou que a questão específica envolvendo o debate eleitoral era de competência da Justiça Eleitoral.
Antes disso, Renan e o Missão haviam recorrido ao TSE. Kassio Nunes Marques também negou o pedido.
Missão não alcança critério de representação parlamentar
Um dos pontos centrais da disputa envolve as regras utilizadas para definir os participantes do debate.
A Globo estabeleceu a participação dos candidatos de partidos ou federações que atendessem ao critério de representação parlamentar previsto para o encontro. O Missão não alcança esse requisito, já que possui atualmente um deputado federal, Kim Kataguiri.
A legislação permite, no entanto, que emissoras convidem candidatos cuja participação não seja obrigatória, observadas as regras aplicáveis ao debate.
A defesa de Renan sustentou durante a disputa judicial que o candidato havia participado de outras etapas da cobertura eleitoral promovida pela Globo e que isso teria criado uma expectativa de presença também no debate.
Ausência de Lula também entrou na disputa
A decisão ocorre ainda em meio à ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia sido convidado pela Globo, mas informou que não participará do debate.
As regras do encontro previam a possibilidade de convite a outro candidato em determinadas circunstâncias envolvendo a ausência de um participante. Esse ponto também foi utilizado pela defesa de Renan durante as tentativas de garantir sua inclusão.
Renan registrou 3% na pesquisa Quaest de 28 de setembro citada na discussão judicial.
Decisão altera novamente composição do debate
A composição do encontro passou por sucessivas mudanças nos últimos dias.
Romeu Zema (Novo) também teve sua participação garantida após decisão de Kassio Nunes Marques. O ministro considerou a composição atual da bancada do Novo na Câmara dos Deputados ao analisar o requisito de representatividade partidária.
Com a determinação de Gilmar Mendes, Renan Santos passa a ter respaldo judicial para participar do debate desta quinta-feira.
O encontro está marcado para as 21h30 e ocorre a três dias do primeiro turno das Eleições 2026, que será realizado neste domingo (4).