O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende apoiar mudanças na Constituição caso seja eleito. Entre as propostas defendidas pelo senador estão a redução da maioridade penal, uma reforma no Judiciário e alterações em pontos da reforma tributária.
A declaração foi dada em Brasília, um dia depois de o candidato afirmar que pretende usar a maioria conservadora formada no Congresso Nacional para promover mudanças constitucionais e, segundo suas próprias palavras, “redemocratizar” o país.
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Entenda o que aconteceu
Em conversa com jornalistas, Flávio detalhou as três frentes de mudança constitucional que pretende apoiar:
“Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário”, afirmou o senador, completando que também defende a redução da maioridade penal e ajustes em pontos da reforma tributária, todos por meio de propostas de emenda à Constituição (PEC).
A fala buscou esclarecer declarações do candidato na véspera, quando ele já havia mencionado a intenção de promover mudanças constitucionais em caso de vitória. Segundo Flávio, qualquer interpretação diferente das propostas já apresentadas publicamente seria especulação.
Reforma do Judiciário e maioridade penal
A reforma do Judiciário aparece como uma das principais bandeiras do candidato do PL nesta reta final de campanha. Embora não tenha detalhado quais mudanças pretende encaminhar na estrutura do sistema de Justiça, Flávio reafirmou também seu apoio à redução da maioridade penal, pauta historicamente defendida por setores da direita e que exige alteração constitucional para ser colocada em prática.
Outra frente mencionada pelo senador é a revisão de pontos da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional, que, segundo ele, também precisariam ser alterados por PEC.
Compromisso contra a reeleição
Durante a conversa com jornalistas, Flávio também reiterou o compromisso de não disputar um segundo mandato caso seja eleito presidente. A fala remete ao discurso adotado por Jair Bolsonaro na campanha de 2018, quando o ex-presidente também criticava o mecanismo da reeleição antes de concorrer a um novo mandato em 2022.
Entenda o contexto
As declarações de Flávio ocorreram após uma reunião com lideranças da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP). No encontro, dirigentes e parlamentares das duas legendas confirmaram apoio formal à candidatura do senador no segundo turno, com uma manifestação conjunta à imprensa anunciando apoio incondicional ao candidato do PL.
A adesão das duas siglas amplia a frente de apoio de Flávio na reta final da campanha e reforça a estratégia de atrair eleitores de centro e moderados. Paralelamente, aliados do senador também trabalham para obter o apoio do Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.