Uma mulher portando uma faca invadiu um açougue no bairro Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e destruiu produtos e equipamentos do estabelecimento. A ação aconteceu na manhã de 5 de outubro, mas as imagens ganharam repercussão nesta quinta-feira (15). Segundo a proprietária, o prejuízo ultrapassa R$ 25 mil.
Vídeos gravados por funcionárias mostram a mulher quebrando garrafas, derrubando mercadorias das prateleiras e arremessando pedaços de carne e outros objetos. A situação só foi controlada após a chegada da Polícia Militar, que utilizou spray de pimenta para contê-la.
O caso ocorreu em um comércio localizado na Estrada do Pau-Ferro. De acordo com a dona do açougue, Laryssa Freitas, uma funcionária estava sozinha no estabelecimento quando a mulher entrou carregando uma faca e começou a provocar os danos.
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Mulher quebrou garrafas e arremessou carnes durante invasão
As gravações mostram momentos de tensão dentro do açougue. Em uma das cenas, a mulher abre um freezer e quebra diversas garrafas de bebidas. Depois, aproxima-se de uma funcionária que registra a ocorrência e continua derrubando produtos.
Em outro momento, ela sobe até o segundo andar do imóvel, onde funciona a área de manipulação de carnes, e começa a arremessar peças de carne, espetos de churrasco e outros objetos.
Segundo a proprietária, a mulher apresentava comportamento aparentemente alterado e dizia frases desconexas. Pessoas que estavam no local tentaram conversar com ela, mas não conseguiram interromper a destruição.
Ao jornal O Globo, Laryssa Freitas relatou que a mulher já entrou no estabelecimento portando uma faca e passou a danificar o que encontrava pela frente.
A proprietária e familiares acompanharam parte da situação pelas câmeras de segurança e acionaram a polícia.
Policiais utilizaram spray de pimenta para conter mulher
A destruição continuou até a chegada de policiais militares.
Segundo o relato divulgado pelo jornal O Globo, a mulher também arremessou objetos contra os agentes que atenderam à ocorrência.
Diante da situação, os policiais utilizaram spray de pimenta para contê-la.
As imagens registradas após a intervenção mostram o estabelecimento com produtos espalhados pelo chão, incluindo carnes, bebidas alcoólicas, refrigerantes, sacos de carvão e temperos.
Além das mercadorias perdidas, equipamentos utilizados no funcionamento do açougue também foram danificados.
Não foram divulgadas informações confirmadas sobre a identidade da mulher ou eventual encaminhamento dela a uma unidade policial.
Prejuízo pode ultrapassar R$ 30 mil, afirma proprietária
Após a invasão, a proprietária realizou um levantamento dos danos provocados no estabelecimento.
Segundo Laryssa, o prejuízo inicial foi calculado em pelo menos R$ 25 mil, considerando as mercadorias destruídas e os equipamentos danificados.
Entre os itens afetados está uma máquina de moer carne, que teria deixado de funcionar após o episódio.
A comerciante afirma que o valor total pode ultrapassar R$ 30 mil caso sejam consideradas também as perdas decorrentes da interrupção das atividades do açougue.
Além dos gastos para substituir produtos e reparar equipamentos, o estabelecimento precisou lidar com a limpeza e a reorganização do espaço.
Família teria prometido pagar danos, mas acordo não foi cumprido integralmente
A proprietária contou ao jornal O Globo que decidiu não registrar boletim de ocorrência após conversar com o pai da mulher envolvida na destruição.
Segundo Laryssa, houve um acordo para que a família arcasse com os prejuízos causados ao estabelecimento.
Entretanto, ela afirma que recebeu apenas R$ 10 mil, valor inferior ao prejuízo estimado.
A comerciante demonstrou insatisfação com a situação e relatou que, apesar de ter cumprido sua parte do acordo ao não apresentar queixa, o ressarcimento não foi realizado integralmente.
Até o momento, não há confirmação de que a família tenha apresentado uma versão pública sobre os valores ou as condições do acordo relatado pela proprietária.
Polícias Civil e Militar foram procuradas
O jornal O Globo informou que procurou as polícias Civil e Militar para obter esclarecimentos sobre a ocorrência.
Até a publicação da reportagem original, as corporações não haviam respondido aos questionamentos.
Também não havia informações oficiais sobre eventual investigação, registro posterior da ocorrência ou medidas adotadas em relação à mulher.
As circunstâncias que levaram à invasão e à destruição do estabelecimento permanecem sem esclarecimento público.