PP e União Brasil retiram apoio a Alcolumbre na disputa pelo comando do Senado

Federação União Progressista se afasta do presidente do Senado em meio à divergência sobre o segundo turno presidencial; senador poderá buscar a reeleição sem o respaldo da legenda.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), perdeu o apoio da federação União Progressista, formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil, para a disputa pelo comando da Casa em 2027. A informação foi publicada nesta segunda-feira (19) pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, e ocorre em meio ao distanciamento político entre o senador e a direção nacional dos dois partidos.

A divergência ganhou força depois que a federação oficializou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Alcolumbre, por sua vez, mantém alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O afastamento poderá dificultar uma eventual recondução do senador à Presidência do Senado, que será decidida pelos parlamentares em fevereiro de 2027.

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Segundo a coluna do Metrópoles, Alcolumbre demonstra preocupação com a possibilidade de perder a presidência do Senado no próximo ano e intensificou as conversas com parlamentares eleitos para a próxima legislatura.

A reportagem afirma que o senador tem oferecido espaços privilegiados para gabinetes e presidências de comissões como parte das articulações para conquistar apoio. Essas informações são atribuídas à apuração da coluna e não foram confirmadas de forma independente pelo NC News.

As comissões permanentes têm papel importante na tramitação de propostas legislativas, pois analisam projetos e podem realizar audiências e debates antes da votação em plenário.

Federação terá 12 senadores em 2027

De acordo com o levantamento citado pelo Metrópoles, a federação União Progressista deverá iniciar 2027 com 12 senadores, considerando também os parlamentares cujos mandatos continuam até 2031.

Desse total, seis serão do PP e seis do União Brasil.

A composição torna o posicionamento da federação relevante para as negociações em torno da próxima eleição interna do Senado.

Mesmo sem o respaldo da direção partidária, Alcolumbre poderá buscar apoio individual de senadores e tentar disputar novamente o comando da Casa.

A eleição, entretanto, dependerá da formação de alianças e dos votos dos parlamentares, não apenas das orientações das legendas.

Decisões sobre escala 6×1 e PEC da Segurança ampliam divergências

A reportagem também relaciona o desgaste político de Alcolumbre a decisões recentes tomadas durante a condução dos trabalhos do Senado.

Entre os episódios citados estão a tramitação da proposta sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e a retirada da PEC da Segurança Pública da pauta de votação.

Segundo a coluna, essas decisões teriam favorecido politicamente o governo Lula. Essa é uma interpretação apresentada pela reportagem, e não uma motivação comprovada para os atos do presidente do Senado.

No caso da PEC da Segurança, Alcolumbre retirou a proposta da pauta em 15 de outubro, após divergências com o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

Na ocasião, Marinho questionou se a decisão havia ocorrido a pedido do governo federal. Alcolumbre negou e afirmou que a retirada partiu da própria Presidência do Senado.

O impasse envolveu, entre outros pontos, uma emenda apresentada pela oposição para reduzir a maioridade penal.

Relação com o STF também entra na disputa

Outro ponto mencionado pela coluna é a atuação de Alcolumbre diante de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A reportagem afirma que o presidente do Senado tem evitado dar andamento a essas solicitações e relata preocupações, entre integrantes da Corte, com a possibilidade de uma mudança no perfil político do comando da Casa.

A Presidência do Senado tem atribuições relevantes na condução de procedimentos envolvendo ministros do Supremo, o que torna a relação entre os dois Poderes um dos temas presentes nas articulações parlamentares.

As avaliações sobre os efeitos políticos de uma eventual mudança na presidência, porém, permanecem no campo das negociações e das expectativas de seus participantes.

Eleição para o comando do Senado ocorrerá em 2027

A decisão da federação ocorre a poucos dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, e antecipa parte das negociações que deverão definir a liderança do Congresso na próxima legislatura.

Embora União Brasil e PP tenham declarado apoio nacional a Flávio Bolsonaro, a posição de Alcolumbre mostra que existem diferenças políticas dentro do próprio grupo partidário.

A escolha do próximo presidente do Senado será realizada pelos senadores em fevereiro de 2027. Até lá, Alcolumbre poderá negociar apoios fora da federação, enquanto outros parlamentares poderão apresentar candidaturas ao cargo.

O resultado dependerá das articulações entre as bancadas e da votação interna, ainda sem definição.

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